ADVERSIDADE E JUSTIÇA SOCIAL EM GAIBEÚS, DE ALVES REDOL, EM INTERFACES COM CACAU, DE JORGE AMADO
Resumo
Frente ao cenário atual, pesquisas direcionadas à vasta produção literária brasileira têm tomado forma a partir da contribuição de grandes estudiosos da área. Desse modo, buscando contribuir para o avanço dessas reflexões, este artigo tem por objetivo analisar, numa perspectiva analógica, a obra Gaibéus, do escritor português Alves Redol, e Cacau, de Jorge Amado, considerando a adversidade e a justiça social a partir das interfaces presentes nas duas obras e a literatura comparada e contextualizada em tempo e espaço histórico-sociais. A metodologia da pesquisa é de caráter qualitativo, centrada a partir de um estudo bibliográfico com base em dissertações, artigos e teses da temática trabalhada. O aporte teórico está amparado nas contribuições de Candido (2006); Figueiredo (2012); Lukács (2000); Torres (1997) e outros. O estudo permitiu compreender que a camada dos excluídos sociais nos romances analisados é composta sempre pelos trabalhadores, que apesar de serem peças-chaves na produção da riqueza, nunca passaram de meros instrumentos de trabalho.
Biografia do Autor
Graduação em Letras/Língua Portuguesa e suas Respectivas Literaturas pela Universidade Estadual de Alagoas – UNEAL. Pós-graduando em Ensino de Língua Portuguesa e Literatura pela Faculdade Focus. Professor de Língua Portuguesa da rede municipal de ensino de Santana do Ipanema – AL.
Doutor em Letras pela Universidade Federal de Pernambuco. Professor da Universidade Estadual de Alagoas – UNEAL e da Universidade de Pernambuco – UPE.
Graduanda em Letras/Língua Portuguesa e suas Respectivas Literaturas pela Universidade Estadual de Alagoas – UNEAL.
Graduanda em Letras/Língua Portuguesa e suas Respectivas Literaturas pela Universidade Estadual de Alagoas – UNEAL.
Referências
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