PREVALÊNCIA DE FIBROSE HEPÁTICA EM OBESOS E SUAS ESTRATÉGIAS TERAPÊUTICAS
Resumo
A fibrose hepática pode ser definida como um acúmulo relativo ou absoluto dos componentes da matriz extracelular, o qual determina um aumento na relação estroma-células no órgão acometido. Nesse contexto, de fato, existe uma relação direta entre a prevalência de fibrose hepática e a obesidade, que deve ser assimilada. Objetivo: Compreender a patogênese e a progressão da fibrose hepática, bem como identificar as características histológicas dessa doença, a fim de traçar estratégias terapêuticas e preventivas nesta crescente população, que são os obesos mórbidos. Métodos: Pesquisa bibliográfica do tipo revisão narrativa, com busca na plataforma digital PubMed. Desenvolvimento: O enfoque principal para o tratamento da Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA) volta-se, sobretudo, para o controle dos fatores de risco subjacentes, entre os quais destacam-se a hiperglicemia, a diabetes, a obesidade, entre outras comorbidades. Conclusão: Diante do conhecimento acerca da inter-relação da permanência da fibrose hepática e da obesidade, as terapias para a reversão desse processo tornam-se cruciais.
Biografia do Autor
Graduada em Engenharia Civil pelo Centro Universitário de Viçosa. Acadêmica de Medicina da Faculdade Dinâmica do Vale do Piranga.
Acadêmica de Medicina da Faculdade Dinâmica do Vale do Piranga.
Acadêmico de Medicina da Faculdade Dinâmica do Vale do Piranga.
Graduado em Odontologia pela UNILAVRAS. Mestrado, doutorado e pós doutorado em Patologia pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Professor do Departamento de Medicina da Faculdade Dinâmica do Vale do Piranga.
Acadêmica de Medicina da Faculdade Dinâmica do Vale do Piranga.
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