PROTOCOLOS DE ARMAZENAMENTO DE DENTES HUMANOS
Resumo
Os Bancos de Dentes Humanos são responsáveis pela guarda de dentes extraídos, os quais possuem relevância acadêmica e científica. O melhor método de armazenamento deve aliar a desinfecção à conservação estrutural da amostra dentária. O objetivo deste estudo foi revisar a literatura sobre os protocolos de armazenamento de dentes humanos. Na revisão, foram incluídos estudos publicados nos últimos 10 anos, disponíveis na íntegra, em português, inglês e espanhol relacionados à temática do estudo. Foram utilizadas as bases de dados PUBMED, LILACS, SciELO, BBO, e Google Acadêmico com os seguintes descritores: “Obtenção de Tecidos e Órgãos”, “Timol” e “Educação em Odontologia”. A pesquisa resultou em 349 artigos, sendo 10 selecionados para fundamentar a revisão, e os resultados debatidos em duas seções. Dentre as soluções mais investigadas, destacaram-se o timol 0,1%, o metilparabeno 0,2%, a formalina 10% e o hipoclorito de sódio, analisados quanto à eficácia antimicrobiana e à preservação das propriedades dentárias. As evidências estudadas sugerem que as soluções de vinagre, peróxido de hidrogênio 3%, metilparabeno 0,2%, formalina 10%, formol e Incidin Extra N® apresentaram resultados favoráveis quanto à capacidade de desinfecção em armazenamento a curto prazo. Observou-se que o armazenamento pode afetar a estrutura dental, independentemente da solução empregada, sendo relatados resultados mais satisfatórios em curto prazo para o metilparabeno 0,2% e a formalina. Não há consenso sobre um protocolo ideal, ressaltando a necessidade de novos estudos que conciliem desinfecção e preservação estrutural em longo prazo.
Biografia do Autor
Universidade Federal da Paraiba.
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