EFICIÊNCIA COMPARATIVA DOS MODELOS DE TELEMEDICINA: UMA ANÁLISE DO MODELO HÍBRIDO VERSUS O MODELO 100% REMOTO NO CONTEXTO DA SAÚDE PÚBLICA
Resumo
Este estudo comparou a eficiência de dois modelos de telemedicina — o 100% remoto e o híbrido — em dois municípios do estado de São Paulo. O objetivo foi avaliar qual modelo apresenta maior eficiência em termos de utilização de vagas, engajamento dos pacientes e redução de perdas. Foram analisados dados mensais de vagas ofertadas, agendamentos, atendimentos realizados, faltas e perda primária, coletados entre fevereiro e outubro de 2024. Os resultados demonstraram que o modelo híbrido foi significativamente mais eficiente, com uma taxa de utilização média de 74,5% (contra 6,5% no modelo 100% remoto), uma perda primária média de 12,4% (contra 93,8%) e uma taxa de faltas média de 18,5% (contra 35,2%). Além da eficiência operacional, os achados ressaltam a importância do suporte presencial, oferecido no modelo híbrido, na humanização do atendimento. Conclui-se que o modelo híbrido é uma estratégia mais viável e inclusiva para a telemedicina, especialmente em contextos de desigualdades sociais e tecnológicas, alinhando-se aos princípios de universalização do acesso à saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). Recomenda-se a expansão desse modelo para outras regiões do país, com foco em populações vulneráveis e áreas de difícil acesso.
Biografia do Autor
Universidade Municipal de São Caetano do Sul – Faculdade de Guarulhos, Grupo UNIESP.
Faculdade de Guarulhos, Grupo UNIESP.
Universidade Municipal de São Caetano do Sul.
Universidade Municipal de São Caetano do Sul.
Centro Universitário São Camilo.
Universidade Municipal de São Caetano do Sul.
Faculdade de Guarulhos, Grupo UNIESP. Universidade Guarulhos - UNG. Grupo Ser Educacional.
Referências
BECKER, S. ADAMS, E. et al. Digital interventions for older people experiencing homelessness: systematic scoping review. Journal of Medical Internet Research, v. 27, e63898, 21 fev. 2025. DOI: https://doi.org/10.2196/63898 DOI: https://doi.org/10.2196/63898
BRASIL. Ministério da Saúde. Manual técnico de gestão da qualidade de vida no trabalho no SUS. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2023. Disponível em: https://digisusgmp.saude.gov.br/storage/conteudo/W2jOMcLWqx1wLMZMqx7Y6MMVFCjxGgR1WzGIcOqC.pdf Acesso em: 27 set. 2024.
CAETANO, R. et al. Desafios e oportunidades para telessaúde em tempos da pandemia pela COVID-19: uma reflexão sobre os espaços e iniciativas no contexto brasileiro. Cadernos de Saúde Pública, v. 36, n. 5, e00088920, 2020. DOI: https://doi.org/10.1590/0102-311X00088920 DOI: https://doi.org/10.1590/0102-311x00088920
CHU, M. et al. Telemedicine-based integrated management of atrial fibrillation in village clinics: a cluster randomized trial. Nature Medicine, 21 fev. 2025. DOI: https://doi.org/10.1038/s41591-025-03511-2 DOI: https://doi.org/10.1038/s41591-025-03511-2
CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA (Brasil). Resolução CFM nº 2.314, de 20 de outubro de 2022. Brasilia: CFM, 2022. Disponível em: https://sistemas.cfm.org.br/normas/arquivos/resolucoes/BR/2022/2314_2022.pdf Acesso em: 6 out. 2024.
GEORGE, J. M. et al. Collaboration between a tertiary pain centre and community teams during the pandemic. British Journal of Community Nursing, v. 25, n. 10, p. 480–488, 2 out. 2020. DOI: https://doi.org/10.12968/bjcn.2020.25.10.480 DOI: https://doi.org/10.12968/bjcn.2020.25.10.480
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Censo demográfico 2022: resultados da população por município. Rio de Janeiro: IBGE, 2022. Disponível em: https://censo2022.ibge.gov.br/ Acesso em: 9 jul. 2025.
KAROS, K. et al. The social threats of COVID-19 for people with chronic pain. Pain, v. 161, n. 10, p. 2229–2235, out. 2020. DOI: https://doi.org/10.1097/j.pain.0000000000002004 DOI: https://doi.org/10.1097/j.pain.0000000000002004
LISBOA, K. O. et al. A história da telemedicina no Brasil: desafios e vantagens. Saúde e Sociedade, v. 32, n. 1, e210170pt, 2023. DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-12902022210170pt DOI: https://doi.org/10.1590/s0104-12902022210170pt
ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU). Objetivos de desenvolvimento sustentável. Brasília, DF: ONU–Brasil, 2017. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs Acesso em: 23 fev. 2025.
PEREZ, C. Telemedicine offers solutions for the rural disparities in infectious disease (ID) care delivery. Open Forum Infectious Diseases, v. 12, n. 2, ofaf052, 4 fev. 2025. DOI: https://doi.org/10.1093/ofid/ofaf052 DOI: https://doi.org/10.1093/ofid/ofaf052
SALMON, C. et al. An analysis of telehealth in a post-pandemic rural, Midwestern community: increased comfort and a preference for primary care. BMC Health Services Research, v. 25, n. 1, p. 270, 18 fev. 2025. DOI: https://doi.org/10.1186/s12913-025-12413-5 DOI: https://doi.org/10.1186/s12913-025-12413-5
SENGUPTA, A.; PETTIGREW, S.; JENKINS, C. R. Telemedicine in specialist outpatient care during COVID-19: a qualitative study. Internal Medicine Journal, v. 54, n. 1, p. 54–61, jan. 2024. DOI: https://doi.org/10.1111/imj.16288 DOI: https://doi.org/10.1111/imj.16288
SILVA, Í. S. et al. Digital health interventions and quality of home-based primary care for older adults: a scoping review protocol. Frontiers in Public Health, v. 10, 1022587, 9 jan. 2023. DOI: https://doi.org/10.3389/fpubh.2022.1022587 DOI: https://doi.org/10.3389/fpubh.2022.1022587
SILVA, Í. S. et al. Digital home care interventions and quality of primary care for older adults: a scoping review. BMC Geriatrics, v. 24, n. 1, p. 507, 10 jun. 2024. DOI: https://doi.org/10.1186/s12877-024-05120-z DOI: https://doi.org/10.1186/s12877-024-05120-z
TOENNE, R. et al. Exploring the viability of telehealth integration into specialised paediatric palliative care. International Journal of Palliative Nursing, v. 31, n. 2, p. 58–67, 2 fev. 2025. DOI: https://doi.org/10.12968/ijpn.2025.31.2.58 DOI: https://doi.org/10.12968/ijpn.2025.31.2.58
WANKAH, P. et al. Improving digital cancer care for older Black adults: qualitative study. Journal of Medical Internet Research, v. 27, e63324, 19 fev. 2025. DOI: https://doi.org/10.2196/63324 DOI: https://doi.org/10.2196/63324
WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Recommendations on digital interventions for health system strengthening. Geneva: WHO, 2019. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK541905/ Acesso em: 27 set. 2024.
XAVIER, P. B. et al. Impact of digital health on the quality of primary care for people with chronic noncommunicable diseases: a scoping review protocol. PLoS ONE, v. 20, n. 2, e0316278, 21 fev. 2025. DOI: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0316278 DOI: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0316278
ZHONG, C. et al. Digital health interventions to improve mental health in patients with cancer: umbrella review. Journal of Medical Internet Research, v. 27, e69621, 21 fev. 2025. DOI: https://doi.org/10.2196/69621 DOI: https://doi.org/10.2196/69621
