PROCESSO DE TRANSIÇÃO DE VIDA EM IDOSOS COM FERIDAS CRÔNICAS
Resumo
O envelhecimento populacional ocorre de forma acelerada no Brasil, associado às transições demográfica e epidemiológica. Esse cenário contribui para o aumento das doenças crônicas, destacando-se as feridas crônicas em idosos, decorrentes do declínio funcional, da redução da capacidade de cicatrização e da presença de comorbidades. Essas lesões impactam negativamente a qualidade de vida, autonomia e funcionalidade, exigindo cuidado contínuo e longitudinal. Assim, torna-se relevante analisar o processo de transição de vida de idosos acometidos por feridas crônicas. Objetivo: Analisar o processo de transição de vida de pessoas idosas com feridas crônicas. Métodos: Revisão integrada da literatura, sendo coletados e resumidos o conhecimento científico já desenvolvido. Análise e discussão dos resultados: As feridas crônicas no envelhecimento configuram importante problema de saúde pública, com repercussões físicas, funcionais, emocionais e sociais para a pessoa idosa. Associadas às alterações fisiológicas da senescência e às doenças crônicas não transmissíveis, essas lesões impactam negativamente a autonomia, a mobilidade e a qualidade de vida, exigindo cuidados contínuos e complexos. O processo de transição de vida do idoso com feridas crônicas envolve adaptações no autocuidado, nas relações familiares e no convívio social. Nesse contexto, destaca-se a atuação da enfermagem e da rede de apoio como fundamentais para o cuidado integral, a adesão terapêutica e a promoção de transições mais saudáveis. Considerações: Feridas crônicas no envelhecimento impactam qualidade de vida, funcionalidade e autonomia, exigindo cuidado contínuo e multiprofissional, com apoio familiar, atuação da enfermagem e da Atenção Primária na transição de vida.
Biografia do Autor
Centro Universitário do Distrito Federal-UDF.
Enfermeiro. Pós-Doutor em Ciência do Cuidado em Saúde. Docente de Enfermagem da Universidade Iguaçu.
Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Docente de Enfermagem da Universidade Iguaçu.
Médica. Enfermeira. Mestre em Saúde Coletiva. Docente de Medicina da Universidade Iguaçu e UNIABEU.
Médica. Enfermeira. Mestre em Urgência e Emergência e docente de medicina da Universidade Iguaçu e UNIABEU.
Enfermeiro - EEAN/UFRJ; Mestrando em Ciências do Cuidado em Saúde pelo PACCS/EEAAC/UFF; Pós-graduado em Enfermagem em UTI; Enfermagem na Atenção Primária com Ênfase na Estratégia Saúde da Família; Auditoria em Serviços de Saúde; Enfermagem em estomaterapia.
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