PERFIL CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO DA GASTROENTERITE INFANTIL DURANTE FÉRIAS ESCOLARES EM EMERGÊNCIAS PEDIÁTRICAS: EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS

Resumo

A gastroenterite aguda infantil permanece uma relevante causa de morbimortalidade, apesar da vacinação contra o rotavírus. A transmissão fecal-oral relaciona-se ao saneamento precário, à higiene inadequada e à sazonalidade, sendo as crianças mais vulneráveis à desidratação. Profissionais de saúde devem orientar cuidadores e aplicar a AIDPI, fortalecendo a prática baseada em evidências e a organização do atendimento. Objetivo: analisar o perfil clínico-epidemiológico da gastroenterite infantil. Metodologia: revisão integrativa da literatura realizada nas bases SciELO, LILACS e PubMed, utilizando descritores DeCS combinados por operadores booleanos. A coleta ocorreu entre 2017 e 2026, seguindo o fluxograma PRISMA. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, a amostra final foi composta por 16 artigos. Análise e discussão dos resultados: a revisão descreve as características clínicas da gastroenterite aguda em emergências pediátricas, destacando diarreia, vômitos, febre e risco de desidratação, especialmente em menores de três anos. Apresenta os critérios da AIDPI, os planos terapêuticos e a importância da manutenção alimentar e do SRO. No perfil epidemiológico, evidencia a influência da qualidade da água, do saneamento, das desigualdades sociais e da contaminação alimentar, além da sazonalidade associada à mobilidade e à agregação escolar nas férias. Observa maior incidência em crianças pequenas e maior letalidade em menores de um ano. Quanto às implicações assistenciais, discute a variabilidade clínica, a necessidade de triagem sistematizada, a integração entre níveis de atenção e a capacitação das equipes. Ressalta o impacto organizacional nos serviços, a centralidade da APS e o uso de protocolos para reduzir complicações, internações e superlotação. 

Biografia do Autor

Franciele de Pontes Silva, Universidade Iguaçu

Acadêmica de Enfermagem da Universidade Iguaçu.

Gabriel Nivaldo Brito Constantino, UDF

Acadêmico de Enfermagem  do Centro Universitário do Distrito Federal -UDF.

Wanderson Alves Ribeiro, Universidade Iguaçu

Pós-Doutor em Ciência do Cuidado em Saúde. Enfermeiro. Docente da Universidade Iguaçu.

Keila do Carmo Neves, Universidade Iguaçu

Doutora em Enfermagem. Enfermeira. Docente da Universidade Iguaçu.

Daniela Marcondes Gomes, Universidade Iguaçu e UNIABEU

Mestre em Saúde Coletiva. Médica. Enfermeira. Docente da Universidade Iguaçu e UNIABEU.

Bruna Porath Azevedo Fassarella, Universidade Iguaçu e UNIABEU

Mestre em Urgência e Emergência. Médica. Enfermeira. Docente da Universidade Iguaçu e UNIABEU.

Julio Gabriel Mendonça de Sousa, UFF

Enfermeiro - EEAN/UFRJ; Mestrando em Ciências do Cuidado em Saúde pelo PACCS/EEAAC/UFF; Pós-graduado em Enfermagem em UTI; Enfermagem na Atenção Primária com Ênfase na Estratégia Saúde da Família; Auditoria em Serviços de Saúde; Enfermagem em estomaterapia.

Marcela de Oliveira Faria, Universidade Iguaçu

Acadêmica de Enfermagem da Universidade Iguaçu.

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Como Citar

de Pontes Silva, F. ., Brito Constantino, G. N., Alves Ribeiro, W., do Carmo Neves, K., Marcondes Gomes, D., Porath Azevedo Fassarella, B., Mendonça de Sousa, J. G., & de Oliveira Faria, M. (2026). PERFIL CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO DA GASTROENTERITE INFANTIL DURANTE FÉRIAS ESCOLARES EM EMERGÊNCIAS PEDIÁTRICAS: EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS. RECIMA21 - Revista Científica Multidisciplinar - ISSN 2675-6218, 7(3), e737416. https://doi.org/10.47820/recima21.v7i3.7416