DRAGAGEM DO CANAL DA BARRA GRANDE (RJ) COMO ESTRATÉGIA PARA AMPLIAÇÃO DA CAPACIDADE OPERACIONAL DO COMPLEXO PORTUÁRIO DO RIO DE JANEIRO
Resumo
O Porto do Rio de Janeiro tem ampliado sua relevância nacional, destacando-se como o décimo em movimentação de cargas em 2024 e o segundo em crescimento anual (ANTAQ, 2025). Apesar desse avanço, persistem restrições operacionais associadas ao acesso aquaviário, limitando a expansão da capacidade portuária. Este artigo analisa o impacto dessas restrições por meio de um estudo de caso em um terminal de granel líquido na Baía de Guanabara, através de estatística descritiva e entrevistas semiestruturadas. Foram avaliados dados operacionais de embarcações entre abril e junho de 2025 (2º trimestre), incluindo tempos de chegada, espera e estadia. Os resultados indicam tempos médios elevados de fila e permanência, associados às limitações de calado e restrições de navegação noturna. A análise demonstra que a dragagem do Canal da Barra Grande pode reduzir significativamente os tempos de espera e aumentar a capacidade operacional, permitindo o atendimento a embarcações de maior porte. Conclui-se que intervenções na infraestrutura de acesso aquaviário são essenciais para a competitividade do complexo portuário.
Biografia do Autor
Graduada em Ciências Náuticas pela EFOMM, com especialização em Petróleo e Energias e mestranda em Engenharia dos Transportes pelo IME. Atua em operações offshore, incluindo instalação e descomissionamento de unidades estacionárias e suporte logístico para exploração de petróleo e gás. Atualmente é Analista de Transporte Marítimo na Petrobras, na operação de navios de derivados claros e logística marítima.
Engenheiro Civil e Mecânico, mestre pela Universidade Federal de Itajubá e doutor em Engenharia Hidráulica pelo Institut National Polytechnique de Grenoble, França. Atualmente é Professor Titular do Instituto Militar de Engenharia (IME) e pesquisador visitante na Florida Atlantic University (FAU), EUA. Atua nas áreas de hidráulica, recursos hídricos, meio ambiente, CFD, usinas hidrelétricas e infraestrutura de transportes aquaviários.
Doutor em Engenharia de Transportes pela UFRJ e engenheiro civil pelo Instituto Militar de Engenharia (IME). Atuou como coordenador e professor de programas de pós-graduação, MBA em Logística e Engenharia Civil no IME, além de implementar o primeiro MBA EaD assíncrono em Logística da FGV. Possui experiência em consultoria e gestão de projetos de logística e engenharia para órgãos públicos e grandes empresas.
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