SERTÃO, MEDO E REPRESSÃO: A BALAIADA NAS FRONTEIRAS DO NORTE GOIANO (1838-1841)

Resumo

O presente artigo analisa as repercussões da Balaiada (1838–1841) no norte da província de Goiás, atual Tocantins, investigando de que modo a revolta maranhense produziu impactos políticos, militares e administrativos nas fronteiras internas do Império brasileiro. A partir da análise de relatórios provinciais, correspondências administrativas e periódicos da época, especialmente o Correio Official, o estudo demonstra que a circulação de notícias, rumores e deslocamentos ligados ao movimento rebelde desencadeou um clima de medo político, vigilância e militarização nos sertões do norte goiano. Mais do que simples reflexo periférico da revolta, a região tornou-se espaço estratégico de controle territorial e fortalecimento da autoridade provincial durante o período regencial. O artigo evidencia ainda que a Balaiada ultrapassou os limites do Maranhão, inserindo-se em uma ampla dinâmica sertaneja de circulação política e social que envolvia Maranhão, Piauí e Goiás. Nesse contexto, a repressão ao movimento articulou-se à expansão da presença estatal por meio do fortalecimento da Guarda Nacional, da reorganização administrativa e da ampliação dos mecanismos de controle sobre populações consideradas potencialmente perigosas. Assim, o estudo contribui para ampliar a compreensão das revoltas regenciais a partir das fronteiras internas do Império, destacando o papel do medo político e da militarização na consolidação da ordem imperial nos sertões do Norte do Brasil.

Biografia do Autor

Marcelo Santos Rodrigues, Universidade Federal do Tocantins

Professor de História do Brasil Império da Universidade Federal do Tocantins; Licenciado em História pela Universidade Católica do Salvador - UCSal; Mestre em História Social pela Universidade Federal da Bahia - UFBa; Doutor em História Social pela Universidade de São Paulo - USP.

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Como Citar

Rodrigues, M. S. (2026). SERTÃO, MEDO E REPRESSÃO: A BALAIADA NAS FRONTEIRAS DO NORTE GOIANO (1838-1841). RECIMA21 - Revista Científica Multidisciplinar - ISSN 2675-6218, 7(6), e768207. https://doi.org/10.47820/recima21.v7i6.8207