ESTRUTURA MARCH EM NÍVEIS PARA AGENTES DE SEGURANÇA PÚBLICA NÃO-MÉDICOS NO ATENDIMENTO A VÍTIMAS DE ARMA DE FOGO: PROPOSTA DE PROTOCOLO COM FRONTEIRAS DE COMPETÊNCIA

Resumo

Na maioria das ocorrências civis com arma de fogo, o primeiro a chegar à vítima é um agente de segurança pública sem formação médica, que ocupa o intervalo crítico anterior à chegada do atendimento pré-hospitalar. No Brasil, onde as armas de fogo respondem por cerca de três quartos das mortes violentas intencionais, esse intervalo frequentemente determina a sobrevivência. Este artigo propõe uma adaptação em níveis do protocolo MARCH (Hemorragia massiva, Vias aéreas, Respiração, Circulação, Hipotermia), derivado do Tactical Combat Casualty Care, para agentes de segurança não-médicos em ambientes urbanos de alta violência. A proposta é conceitual, não empírica, e não relata ensaio controlado nem desfechos clínicos medidos. Sua contribuição é uma arquitetura de decisão que separa uma sequência básica, executável por qualquer agente treinado dentro de limites legais e clínicos, de uma avançada restrita a profissionais de saúde e socorristas táticos certificados. Cada etapa carrega uma fronteira de competência explícita e um portão de decisão binário, para evitar a inação e a extrapolação. O framework situa-se entre as iniciativas de controle de hemorragia para leigos e os cursos clínicos completos de trauma. Ancora-se na literatura internacional de TCCC e na experiência de formação no Brasil, e é transferível a qualquer jurisdição com altas taxas de trauma penetrante e tempos variáveis de resposta. O artigo defende que a lógica de níveis, mais do que o mnemônico, é o que torna o cuidado de trauma derivado do campo de batalha seguramente aplicável por socorristas não-médicos dentro de limites delimitados e juridicamente defensáveis.

Biografia do Autor

Sandro Christovam Bearare, Ludus Vision

ProPoint Centro de Treinamento Especializado, engenheiro eletricista, perito judicial em balística, instrutor de armamento e tiro e armeiro licenciado pela Polícia Federal. 

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Como Citar

Christovam Bearare, S. (2026). ESTRUTURA MARCH EM NÍVEIS PARA AGENTES DE SEGURANÇA PÚBLICA NÃO-MÉDICOS NO ATENDIMENTO A VÍTIMAS DE ARMA DE FOGO: PROPOSTA DE PROTOCOLO COM FRONTEIRAS DE COMPETÊNCIA. RECIMA21 - Revista Científica Multidisciplinar - ISSN 2675-6218, 7(6), e768350. https://doi.org/10.47820/recima21.v7i6.8350