BEYOND PAY EQUITY: GENDER, SEXUAL DIVISION OF LABOR, AND SELF-RATED HEALTH AMONG MEDICAL SCHOOL FACULTY: A CROSS-SECTIONAL STUDY
Abstract
The relationship between health, work and gender takes on particular contours in medical teaching, an activity marked by multiple employment ties, high cognitive demands and overlap between paid and care work. The aim was to analyze how gender shapes self-rated health and the distribution of weekly workload between paid and domestic work among Medical School faculty at a municipal public university with formal pay equity. This is an observational, descriptive, cross-sectional, quantitative study conducted with 50 faculty members (52% of those eligible) through a self-administered online questionnaire. Sociodemographic, occupational and health variables were analyzed, including self-rated health measured by a numerical scale (0–10), applying Student's t, Mann-Whitney, chi-square and Fisher tests with Cohen's d and a 5% significance level. The sample was predominantly female (60%), with stricto sensu degrees (86%) and multiple employment ties (76%). The mean total weekly workload was 61.2±17.4 hours. Men reported higher paid workload (53.1 vs. 41.7h; p=0.007; d=0.93) and higher total weekly workload (≈69 vs. 56h; p=0.023; d=0.85), rating their health more positively and homogeneously (8.15 vs. 7.33; p=0.060). Having children did not reduce paid hours but tended to increase domestic work (p=0.060; d=0.65). Chronic disease was not associated with self-rated health. Even in a context of formal pay equity, medical school faculty show gender differences in self-rated health and in the distribution of weekly paid and domestic workloads.
Author Biographies
Medical Student at the Municipal University of São Caetano do Sul (USCS).
Medical Student at the Municipal University of São Caetano do Sul.
Ph.D. in Public Health from the Faculty of Medical Sciences of the Santa Casa de São Paulo. Professor in the Medical Program at the Municipal University of São Caetano do Sul (USCS).
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