MODELO DE FRACCIÓN DE CURACIÓN PARA EL ANÁLISIS DE SUPERVIVENCIA DE PACIENTES CON CÁNCER DE PRÓSTATA
Resumen
El cáncer de próstata es una neoplasia altamente prevalente y significativamente letal, ampliamente investigada en estudios longitudinales que analizan patrones de supervivencia y factores asociados con diferentes resultados clínicos. Este estudio empleó técnicas de análisis de supervivencia con énfasis en modelos de fracción de curación, que permiten distinguir a los pacientes potencialmente curados de aquellos que permanecen en riesgo de muerte a lo largo del tiempo. Se utilizaron datos del Registro del Hospital de Cáncer del Estado de São Paulo, proporcionados por la Fundación Oncocentro (FOSP), que abarcan el período de 2015 a 2022 e incluyen variables sociodemográficas, clínicas y de seguimiento de 33.050 pacientes diagnosticados con cáncer de próstata. El análisis comparativo entre la curva empírica de Kaplan-Meier (KM) y el modelo mixto con distribución de Weibull (MMW) demostró una mayor adecuación de este último, ya que capturó con mayor precisión la heterogeneidad de los riesgos y la presencia de una fracción de pacientes considerados curados, sin eventos durante el seguimiento. El modelo MMW mostró un ajuste parsimonioso y sensible a las covariables incluidas, en particular al tipo de atención, cuya asociación con la probabilidad de curación fue estadísticamente significativa. Los pacientes tratados de forma privada (privada o a través de seguros de salud) presentaron una mayor tasa de curación en comparación con aquellos tratados exclusivamente por el Sistema Único de Salud (SUS), lo que pone de relieve las desigualdades estructurales en el acceso y la continuidad de la atención oncológica.
Biografía del autor/a
Mestre em Saúde Coletiva pela UFMA e doutorando no Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da mesma instituição. Fisioterapeuta intensivista, com experiência em terapia intensiva, gestão hospitalar e saúde pública. Atuou em cargos de coordenação em hospitais de referência no Maranhão e atualmente é analista-técnico da Rede de Urgência e Emergência da Secretaria Municipal de Saúde de São Luís. Possui experiência em docência em cursos de Fisioterapia e atua como professor na Faculdade Santa Terezinha (CEST).
Pós-doutora em Saúde Global pelo Global Health Institute da Duke University (EUA), doutora e mestre em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública/Fiocruz. Possui especialização em Gestão em Saúde pela UFMA e em Educação para Profissões da Saúde (FAIMER Brasil/UFC), além de graduação em Odontologia pela UFPA. É professora associada do Departamento de Saúde Pública da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e atua no Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, onde atualmente exerce a coordenação. Desenvolve atividades na área de Saúde Coletiva, com foco em epidemiologia, avaliação de serviços de saúde, atenção primária, saúde materno-infantil, vigilância em saúde e saúde bucal.
Graduada em Licenciatura em Matemática pela Universidade Federal do Maranhão, com mestrado (1994) e doutorado (2003) em Ciências da Computação e Matemática Computacional pela Universidade de São Paulo. Realizou pós-doutorado na Universidade de Valência (Espanha) e na Universidade de Manchester (Reino Unido). Atualmente é professora sênior da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e professora visitante no Programa de Pós-Graduação em Modelo de Decisão e Saúde da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Atua nas áreas de análise de sobrevivência, modelos de risco, inferência bayesiana, confiabilidade e modelos não lineares. Foi presidente da Associação Brasileira de Estatística (ABE) e da Região Brasileira da Sociedade Internacional de Biometria (RBras), além de ser membro do International Statistical Institute (ISI).
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