MASCULINIDADES, TRANSFORMACIONES SOCIALES Y PROCESOS DE SUBJETIVACIÓN MASCULINA
Resumen
Discutir las masculinidades implica reflexionar sobre el poder, la virilidad y la hegemonía. Históricamente, estos son algunos de los imperativos que, basados en la lógica cisheternormativa, dan lugar a una masculinidad considerada ideal. Esta conceptualización se ha propagado a través de discursos y prácticas que conllevan, sumariamente, la violencia y el silenciamiento de quienes no se ajustan a estos supuestos. Sin embargo, existen indicios de una crisis en esta masculinidad proveniente de otros grupos que han ganado espacio y prominencia social, proponiendo otras narrativas y exigiendo igualdad y derechos. De esta manera, el hombre cis, heterosexual y blanco, que antes ostentaba privilegios y poder, ahora debe compartir la centralidad y el espacio de la palabra, desplazándose de su altar de soberanía. Por lo tanto, buscamos comprender qué es ser hombre hoy, cuáles son los pilares históricos y constitutivos que le han dado legitimidad, y si existen nuevas masculinidades posibles. Para ello, se realizó un estudio cualitativo transversal con ocho entrevistas semiestructuradas a personas que se identifican con la identidad de género masculina, con diferencias en factores como la edad y la orientación sexual. Se encontró que, si bien la gran mayoría de los participantes reportó vivir o haber experimentado restricciones derivadas de una masculinidad hegemónica, también es posible romper estos ciclos mediante la confrontación colectiva. Mediante alianzas entre poblaciones percibidas como minorías, se forma una mayoría capaz de desafiar el discurso patriarcal y proponer nuevas formas de existir en términos de la identidad de género masculina.
Biografía del autor/a
Psicólogo, estudiante de maestría en Educación en el Programa de Posgrado en Educación de la Universidad de Santa Cruz do Sul (UNISC).
Psicóloga, posee maestría en Psicología y maestría en Desarrollo Regional, y es doctoranda en Promoción de la Salud en el Programa de Posgrado en Promoción de la Salud de la Universidad de Santa Cruz do Sul (UNISC). Docente del Departamento de Ciencias de la Salud de la UNISC.
Referencias
ASSIS CARDOSO, F.; ALVES AMORIM, M.; ALBUQUERQUE SULZ, J. “Crise da masculinidade”: retóricas da ofensiva antigênero e o antifeminismo de Estado. Revista da FAEEBA - Educação e Contemporaneidade, Salvador, v. 32, n. 72, p. 97–115, 2023. DOI: https://doi.org/10.21879/faeeba2358-0194.2023.v32.n72.p97-115
BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2016.
BARBOSA, A. D. S.; ROMANI-DIAS, M.; BERLATO, H. Masculinidades hegemônicas como contrarresistência no contexto universitário. Cadernos EBAPE.BR, v. 21, n. 4, e2022-0102, 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/cebape/a/WymSM44jkPzC3Gj7ccfqHcg/ Acesso em: 28 jan. 2026.
BIANDARO, S. P. Feminismo e governança: estratégias de poder contra as mulheres a partir de Michel Foucault. Revista de Gênero, Sexualidade e Direito, v. 8, n. 2, p. 74–95, 2022. Disponível em: https://www.indexlaw.org/index.php/revistagsd/article/download/9357/pdf Acesso em: 12 mar. 2025.
BOURDIEU, Pierre. A dominação masculina. 11. ed. Tradução de Maria Helena Kühner. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998.
BRESQUE, G. Uma nova perspectiva da virilidade a partir do esporte brasileiro. Perspectivas Sociais em Interações Subjetivas, v. 7, n. 1, p. 49–61, 2023. Disponível em: https://revistas.ufpel.edu.br/index.php/perspectivas/article/view/5422 Acesso em: 15 ago. 2025.
BUTLER, Judith. Corpos em aliança e a política das ruas: notas para uma teoria performativa de assembleia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2020.
BUTLER, Judith. Performatividad, precariedad y políticas sexuales. Revista de Antropología Iberoamericana, v. 4, n. 3, p. 321–336, 2009. Disponível em: https://www.redalyc.org/pdf/623/62312914003.pdf Acesso em: 22 set. 2025.
BUTLER, Judith. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. 16. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2018.
CONNELL, R. W.; MESSERSCHMIDT, J. W. Masculinidade hegemônica: repensando o conceito. Revista Estudos Feministas, v. 21, n. 1, p. 241–282, 2013. DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-026X2013000100014
CRONEMBERGER, L. Meu corpo, minhas regras! Michel Foucault, corpo da mulher e feminismo. Revista Praça, v. 3, n. 1, 2019. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/praca/article/view/243350 Acesso em: 29 jul. 2025.
FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão. 25. ed. Tradução de Raquel Ramalhete. Petrópolis: Vozes, 1987.
FOUCAULT, Michel. Ética, sexualidade, política. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2004.
FREUD, Sigmund. Algumas reflexões sobre a psicologia escolar. In: FREUD, S. Totem e tabu e outros trabalhos. Rio de Janeiro: Imago, 1976. p. 283–289.
FREUD, Sigmund. Psicologia das massas e análise do eu e outros textos (1920–1923). Tradução de Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
GALLOP, Jane. Além do falo. Cadernos Pagu, Campinas, n. 16, p. 267–287, 2001. Disponível em: https://www.scielo.br/j/cpa/a/6hhjhtdQw8ZMfmNDCdBKrQJ/ Acesso em: 12 jul. 2025.
GAZALÉ, Olivia. Futuro do feminismo está na reinvenção da masculinidade. Folha de S. Paulo, 10 mar. 2019. Disponível em: https://www.pressreader.com/brazil/folha-de-s-paulo/20190310/282806422623707 Acesso em: 29 jul. 2025.
GOMES, A. Linguagem e discurso na psicanálise de Jacques Lacan. Revista Iluminart, v. 2, n. 1, 2009. Disponível em: http://revistailuminart.ti.srt.ifsp.edu.br/index.php/iluminart/article/view/20 Acesso em: 12 dez. 2024.
HADDAD, M.; HADDAD, R. Judith Butler: performatividade, constituição de gênero e teoria feminista. In: Anais do V Enlaçando. Campina Grande: Realize Editora, 2017. Disponível em: https://www.editorarealize.com.br/artigo/visualizar/30620 Acesso em: 02 jan. 2025.
IORC, T. Masculinidade. Rio de Janeiro: Universal Music Group, 2021. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=V5GUxCQ8rl4 Acesso em: 10 ago. 2025.
LAPLANCHE, Jean. Vocabulário da psicanálise. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
LIMA, V. Homens em análise: destinos do falo e travessias da virilidade na psicanálise lacaniana. 2022. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2022. Disponível em: https://repositorio.ufmg.br/handle/1843/45646 Acesso em: 27 jul. 2025.
LOURO, Guacira Lopes. O corpo educado: pedagogias da sexualidade. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2000. Disponível em: https://core.ac.uk/download/pdf/30353576.pdf Acesso em: 05 jul. 2025.
MATTIA, B. Amor, masculinidades e resistência: uma leitura queer. Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea, n. 61, e615, 2020. DOI:https://doi.org/10.1590/2316-4018615
MESQUITA, Y.; CORREA, H. A “masculinidade tóxica” em questão: uma perspectiva psicanalítica. Revista Subjetividades, v. 21, n. 1, p. 1–13, 2021 DOI: https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v21i1.e10936
MIGUEL, J.; BRAGA, H. Édipo e castração: aspectos atinentes à constituição do sujeito. Revista de Psicologia, v. 15, n. 57, 2021. DOI: https://doi.org/10.14295/idonline.v15i57.3239
MILLER, J.-A. De la naturaleza de los semblantes. Buenos Aires: Paidós, 2011.
NIGRO, C.; BENFATTI, F.; SANTOS, M.; SOUZA, D.; SOARES, L. A masculinidade hegemônica e a (im)posição dos corpos: resquícios da virilidade patriarcal na história e na literatura. Polifonia, v. 27, n. 46, 2020. Disponível em: https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/polifonia/article/view/11163 Acesso em: 12 fev. 2026.
OLIVEIRA, I.; SOUZA, D. Psicologia e políticas sociais: conservadorismo em tempos de capital-barbárie. São Paulo: ABRAPSO, 2022. Disponível em: https://site.abrapso.org.br/wp-content/uploads/2022/12/Livro-Psicologia-e-Politicas-Sociais-1.pdf Acesso em: 30 mai. 2025.
PASSOS, I. C. F. A análise foucaultiana do discurso e sua utilização em pesquisa etnográfica. Psicologia: Teoria e Pesquisa, v. 35, e35425, 2009. DOI:https://doi.org/10.1590/0102.3772e35425
PINHEIRO, J. H. A virilidade e a vigorexia: uma reflexão psicanalítica. Mosaico: Estudos em Psicologia, v. 11, n. 2, p. 4–15, 2023. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/mosaico/article/view/37059 Acesso em: 15 abr. 2025.
ROSA, M. A psicanálise frente à questão da identidade. In: Anais da Associação Brasileira de Psicologia Social (ABRAPSO). Belo Horizonte, 1997. Disponível em: https://psicanalisepolitica.wordpress.com/wp-content/uploads/2014/06/a-psicanc3a1lise-frente-c3a0-questc3a3o-da-identidade.pdf Acesso em: 17 abr. 2025.
SANTOS, A.; SANTOS, M. Incels e misoginia on-line em tempos de cultura digital. Estudos e Pesquisas em Psicologia, v. 22, n. 3, 2022. DOI:https://doi.org/10.12957/epp.2022.69802
SANTOS, C. O que é heterossexualidade compulsória? QG Feminista, 2021. Disponível em: https://qgfeminista.org/o-que-e-heterossexualidade-compulsoria/ Acesso em: 15 abr. 2025.
SILVA, F.; MACEDO, M. A escuta do masculino na clínica psicanalítica contemporânea: singularidades de um padecer. Psicologia: Teoria e Pesquisa, v. 28, n. 2, p. 205–218, 2012. DOI:https://doi.org/10.1590/S0102-37722012000200009
SILVA, S. A crise da masculinidade: uma crítica à identidade de gênero e à literatura masculinista. Psicologia: Ciência e Profissão, Brasília, v. 26, n. 1, p. 118–131, 2006. DOI:https://doi.org/10.1590/S1414-98932006000100011
VON HOUT, R. Quando abordamos a masculinidade tóxica não estamos falando sobre você, mas sobre como você foi ensinado a ser homem. Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, 2023. Disponível em: https://www.trt4.jus.br/portais/trt4/modulos/noticias/576882 . Acesso em: 22 abr. 2025.
VOKS, D. J. Virilidade e os discursos masculinistas: um “novo homem” para a sociedade brasileira. Sexualidad, Salud y Sociedad, n. 37, e21204, 2021. DOI:https://doi.org/10.1590/1984-6487.sess.2021.37.e21204a
