LA RELACIÓN ENTRE LOS EVENTOS CLIMÁTICOS EXTREMOS Y EL PIB AGROPECUARIO BRASILEÑO EN EL PERÍODO DE 2015 A 2024
Resumen
Este artículo propone una mirada más crítica sobre las externalidades económicas que los eventos climáticos extremos han impuesto al PIB agropecuario brasileño en la última década (2015–2024). La sucesión casi ininterrumpida de anomalías térmicas e hídricas en el período indica que el agronegocio brasileño atraviesa un proceso de vulnerabilización estructural, donde el riesgo climático deja de ser una excepción estadística y pasa a convertirse en un componente intrínseco del escenario productivo. A través de una revisión integradora y exploratoria, fundamentada en datos del IPCC, organismos sectoriales y literatura especializada, se discute cómo estos fenómenos trascienden la pérdida de productividad biológica, incidiendo en los costos transaccionales, la eficiencia logística y la volatilidad de los precios internos. Se observa que los impactos no guardan simetría geográfica ni social; las regiones con menor densidad tecnológica y dependencia monocultural muestran mayor exposición al riesgo. Se concluye que la resiliencia climática ha dejado de ser un componente periférico para convertirse en una variable determinante de la sostenibilidad macroeconómica, lo que exige políticas públicas que superen el carácter reactivo y avancen hacia una gestión integrada de riesgos sistémicos.
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