A DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA MALÁRIA NAS MICRORREGIÕES DO MARAJÓ, ESTADO DO PARÁ, BRASIL: UM ESTUDO TRANSVERSAL E ECOLÓGICO
Resumo
O estudo visa analisar a evolução da incidência de malária em sete municípios da Microrregião do Marajó no Estado do Pará, durante o período de 2018 a 2022, bem como avaliar a ocorrência de sazonalidade da doença. Através do uso da técnica de interpolação kernel, mudanças no padrão da distribuição de malária foram encontradas, em especial em 2018 e 2019. Foram notificados e confirmados 51.926 casos de malária nos sete municípios localizados em três Microrregiões do Marajó, Estado do Pará, no período de 2018 a 2022. A análise do perfil dos pacientes evidenciou maior percentual de indivíduos do sexo masculino (57,2%), com raça parda (79,4%), sendo o Plasmodium vivax a espécie de maior ocorrência no município (93,1%). Estes resultados apresentaram significância estatística (p- valor<0,05) A cobertura dos estabelecimentos de saúde é heterogênea entre os municípios. Os Municípios de Melgaço e Portel apresentam maior número de postos de saúde, possibilitando rápida detecção e resposta aos casos de malária. Já Afuá e Bagre existem poucos locais de atendimento ou que estão mal distribuídos, dificultando o acesso serviços de saúde à população aos cuidados necessários, o que compromete o controle da doença, reforçando desigualdades regionais. A precariedade da oferta de unidades de vigilância em saúde em todos os municípios é um ponto crítico e demanda reforço, especialmente em regiões endêmicas. O estudo fornece subsídios relevantes para auxiliar a vigilância em saúde, com reconhecimento das áreas suscetíveis a presença do vetor.
Biografia do Autor
Doutorando em Biologia Parasitária na Amazônia pela Universidade do Estado do Pará em desenvolvimento com Instituto Evandro Chagas.
Graduanda no curso de Enfermagem da (UNAMA).
Epidemiologista com Pós-Doutorado em Doenças Tropicais pelo Núcleo de Medicina Tropical da Universidade Federal do Pará e ENGREF/Paris/FR e Doutorado em Ciência da Informação pela Universidade de Brasília.
Doutorando em Doenças Tropicais pelo Núcleo de Medicina Tropical da Universidade Federal do Pará (NMT/UFPA) e mestre em Saúde Coletiva (ICS/UFPA).
Pós-Doutorado e Doutorado em Biologia Parasitária na Amazônia, Mestrado em Ciências Florestais pela Universidade Federal Rural da Amazônia (2010) e Mestrado em Ciências da Educação pela Universidade de Évora.
Mestrado em Epidemiologia e Vigilância em Saúde pelo programa de pós-graduação em epidemiologia e vigilância em saúde (PPGEVS) do Instituto Evandro Chagas (IEC).
Doutorando em Doenças Tropicais pelo Núcleo de Medicina Tropical da Universidade Federal do Pará e Mestre em Saúde Coletiva pela Universidade Federal do Pará pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva na Amazônia.
Doutorado em Biologia de Agentes Infecciosos e Parasitários (BAIP) pela Universidade Federal do Pará e Mestre em Biologia Parasitária na Amazônia pela Universidade do Estado do Pará e Instituto Evandro Chagas.
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