CAPITALISMO, ECOLOGIA E AGROECOLOGIA: APROXIMAÇÕES ENTRE O OPERAISMO ITALIANO E O PENSAMENTO DE KOHEI SAITO
Resumo
A agroecologia tem se destacado como uma alternativa aos modelos convencionais de produção agrícola, que frequentemente promovem a exploração intensiva dos recursos naturais e da força de trabalho. Em um cenário marcado por crises ambientais, sociais e econômicas, torna-se necessário repensar os modelos capitalistas. O estudo analisa as contribuições do operaismo italiano e das reflexões de Kohei Saito para a compreensão da agroecologia e do desenvolvimento sustentável. O operaismo italiano, representado principalmente por Antonio Negri e Mario Tronti, oferece uma crítica às relações de exploração presentes no capitalismo, enfatizando a importância do trabalho, dos conflitos de classe e das relações sociais na organização da produção. Por sua vez, Kohei Saito, a partir de uma interpretação ecológica da obra de Karl Marx, discute a crise ambiental contemporânea por meio do conceito de ruptura metabólica entre sociedade e natureza, destacando os limites ecológicos do capitalismo e a necessidade de modelos alternativos de desenvolvimento. A pesquisa foi desenvolvida por meio de revisão bibliográfica qualitativa, com análise de livros, artigos científicos voltadas à ecologia política, sustentabilidade, agroecologia e crítica marxista. Os resultados apontam que a agroecologia não se restringe a práticas agrícolas sustentáveis, mas constitui também uma proposta política e social baseada na soberania alimentar, na preservação ambiental, na valorização dos conhecimentos tradicionais e na promoção da justiça social. Conclui-se que a construção de um desenvolvimento sustentável exige mudanças estruturais que integrem dimensões tecnológicas, econômicas, sociais e políticas, promovendo relações mais equilibradas entre os seres humanos e a natureza.
Biografia do Autor
Possui graduação em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2013) e graduação em Geografia pela Claretiano - Centro Universitário (2018). Possui Especialização em Educação Ambiental com Ênfase em Espaços Educadores Sustentáveis pela Universidade Federal de São Paulo - Unifesp (2017) e especialização em Filosofia no Ensino Médio pela Universidade Federal de São João Del - Rei- UFSJ (2019). E possui mestrado em Agroecologia e Desenvolvimento Rural pela Universidade Federal de São Carlos - UFSCAR (2020). Doutorando em Ciências Sociais pela Unicamp (2022).
Doutor e Mestre em Desenvolvimento Econômico, com ênfase em Economia Social e do Trabalho pelo Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (IE/UNICAMP), e Bacharel em Gestão de Políticas Públicas pela Faculdade de Ciências Aplicadas da mesma Instituição de Ensino Superior (FCA/UNICAMP). Atualmente, é professor da Faculdade de Tecnologia (Fatec) de Rio Claro, onde integra a docência em graduação com pesquisas focadas em Inteligência Artificial, Gestão de Projetos Ágeis, Sustentabilidade e Inovação.
Doutor em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), concluído em 2025; Mestre em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), com término em 2016; Bacharelado e Licenciatura em Ciências Sociais na UFMA (formado em 2004) e Especialização em Metodologia do Ensino Superior, cursado também na UFMA (com conclusão em 2008). Este já atuou como professor substituto de Sociologia, Antropologia e Sociologia da Educação em algumas instituições do Ensino superior, desde o ano de 2007.
Referências
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