ENSINO DE MATEMÁTICA NA EJAI: ANÁLISE METODOLÓGICA
DOI:
https://doi.org/10.47820/recima21.v7i3.7284Palavras-chave:
Ensino de Matemática, Metodologias de Ensino, Práticas Pedagógicas, Educação de Jovens, Adultos e IdososResumo
Este artigo analisa o ensino e a aprendizagem da matemática na Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI), modalidade integrante da educação básica no Brasil. O objetivo do estudo é investigar como se desenvolvem as práticas de ensino de matemática nessa modalidade, considerando o perfil dos estudantes e suas especificidades socioculturais. A pesquisa caracteriza-se como qualitativa, de natureza bibliográfica, fundamentada em documentos legais e referenciais teóricos que orientam a EJAI, tais como a Declaração de Hamburgo (1997), o Decreto n.º 19.513/1945, a Lei n.º 9.394/1996 (LDBEN), os Pareceres CNE/CEB n.º 11/2000 e n.º 01/2000 e a Resolução CNE/CEB n.º 01/2021, além das contribuições de Pinto (1991), Silva (2003), Rocha (2007), Tamarozzi (2008) e Costa (2020). A análise evidencia a predominância de metodologias tradicionais, frequentemente dissociadas das vivências e experiências dos estudantes da EJAI. Diante desse cenário, evidencia-se a necessidade de ressignificar as práticas pedagógicas, de modo a promover a construção de conhecimentos matemáticos significativos, contextualizados e com potencial emancipatório para jovens, adultos e idosos.
Downloads
Referências
BERBEL, Neusi Aparecida Navas. As metodologias ativas e a promoção da autonomia de estudantes. Semina: Ciências Sociais e Humanas, Londrina, v. 32, n. 1, p. 25-40, 2011.
BOGDAN, Robert; BIKLEN, Sari Knopp. Investigação qualitativa em educação: uma introdução à teoria e aos métodos. Porto: Porto Editora, 1994.
BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Básica. Parecer CNE/CEB nº 01, de 05 de julho de 2000. Diretrizes Operacionais para a Educação de Jovens e Adultos. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 7 jul. 2000.
BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Básica. Parecer CNE/CEB nº 11/2000. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos. Brasília, DF, 2000.
BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Básica. Resolução CNE/CEB nº 01, de 28 de maio de 2021. Define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 31 maio 2021.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República, 1988.
BRASIL. Decreto nº 19.513, de 25 de agosto de 1945. Dispõe sobre a organização do ensino supletivo. Diário Oficial da União, Rio de Janeiro, 1945.
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 1996.
COSTA, Adriana de Fátima. Metodologias ativas na Educação de Jovens e Adultos: contribuições para a aprendizagem significativa. Revista Brasileira de Educação de Jovens e Adultos, Salvador, v. 8, n. 16, p. 45–63, 2020.
D’AMBROSIO, Ubiratan. Etnomatemática: elo entre as tradições e a modernidade. 3. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2008.
DECLARAÇÃO DE HAMBURGO. Declaração de Hamburgo sobre Educação de Adultos. In: V Conferência Internacional de Educação de Adultos. Hamburgo: UNESCO, 1997.
EUGÊNIO, Benedito Gonçalves. Educação de jovens e adultos: fundamentos e práticas. São Paulo: Cortez, 2010.
FERRARI, Leonardo. A prática reflexiva do professor de Matemática. Campinas: Papirus, 2009.
FIORENTINI, Dario. A investigação em educação matemática: percursos teóricos e metodológicos. Campinas: Autores Associados, 2004.
FONSECA, Maria da Conceição Ferreira Reis. Educação matemática de jovens e adultos: especificidades, desafios e contribuições. Belo Horizonte: Autêntica, 2005.
FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 25. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1970.
KESSLER, Cláudia. Ensino de matemática na EJA: desafios e possibilidades. Porto Alegre: Mediação, 2006.
MORAN, José Manuel. Educação híbrida: um conceito-chave para a educação hoje. Porto Alegre: Penso, 2014.
MORAN, José. Metodologias ativas para uma aprendizagem mais profunda. In: BACICH, Lilian; MORAN, José (orgs.). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2015. p. 25–38.
PINTO, Álvaro Vieira. Consciência e realidade nacional. Rio de Janeiro: Contraponto, 2013.
PINTO, Álvaro Vieira. Sete lições sobre educação de adultos. São Paulo: Cortez, 1991.
ROCHA, Samuel. Educação de jovens e adultos: fundamentos e práticas pedagógicas. Campinas: Autores Associados, 2007.
SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. Belo Horizonte: Autêntica, 2003.
SKOVSMOSE, Ole. Towards a critical mathematics education. Educacão Matemática Pesquisa, Campinas, v. 2, n. 1, p. 5-32, 2000.
TAMAROZZI, Edna; COSTA, Renato Pontes. Fundamentos Metodológicos em EJA II. 2.ed. Curitiba: IESDE Brasil S.A, 2008.
VYGOTSKY, Lev S. A formação social da mente. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Categorias
Licença
Copyright (c) 2026 RECIMA21 - Revista Científica Multidisciplinar - ISSN 2675-6218

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os direitos autorais dos artigos/resenhas/TCCs publicados pertecem à revista RECIMA21, e seguem o padrão Creative Commons (CC BY 4.0), permitindo a cópia ou reprodução, desde que cite a fonte e respeite os direitos dos autores e contenham menção aos mesmos nos créditos. Toda e qualquer obra publicada na revista, seu conteúdo é de responsabilidade dos autores, cabendo a RECIMA21 apenas ser o veículo de divulgação, seguindo os padrões nacionais e internacionais de publicação.

