INICIATIVAS DE AUTOAVALIAÇÃO DA QUALIDADE EM UNIDADES HOSPITALARES: PROTOCOLO DE REVISÃO DE ESCOPO
Resumo
Ao ser consolidada como processo avaliativo, a autoavaliação pode assumir caráter formativo e transformador, contribuindo para o desenvolvimento organizacional ao distanciar-se da lógica punitiva que comumente permeia as avaliações externas, produzindo efeitos positivos na qualidade da assistência e no aprimoramento dos resultados. Partindo do pressuposto de que os processos de autoavaliação impulsionam reações propositivas, fortalecem o protagonismo e ampliam o engajamento dos atores institucionais, além de favorecerem a convergência com achados de avaliações externas, este estudo objetiva elaborar um protocolo de revisão de escopo para mapear iniciativas de autoavaliação da qualidade implementadas em unidades hospitalares brasileiras. Metodologicamente, o protocolo segue as diretrizes do JBI Manual for Evidence Synthesis (2024) e as recomendações do PRISMA-ScR. A estratégia de busca fundamenta-se no acrônimo PCC (População, Conceito e Contexto) e será realizada em bases de dados como PubMed, Scopus, Scielo e Web of Science, incluindo literatura cinza e artigos nacionais publicados a partir de 2009. A seleção e extração de dados serão executadas por pares independentes via software Rayyan, com posterior análise narrativa e de similitude pelo software IRAMUTEQ. Espera-se que o mapeamento dessas iniciativas amplie a compreensão sobre a incorporação da autoavaliação na rotina hospitalar, oferecendo subsídios para o fortalecimento da governança, da aprendizagem institucional e da melhoria contínua do cuidado e dos resultados assistenciais.
Biografia do Autor
Assistente Social. Mestre e Doutoranda em Saúde Coletiva, Universidade Estadual do Ceará (UECE), Fortaleza, Ceará, Brasil.
Educador Físico. Mestre e Doutor pelo Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da Universidade Estadual do Ceará (UECE), Fortaleza, Ceará, Brasil.
Enfermeira. Mestre em Saúde Pública. Doutoranda em Saúde Coletiva, Universidade Estadual do Ceará (UECE), Fortaleza, Ceará, Brasil.
Fisioterapeuta. Mestre em Gestão em Saúde. Doutorando em Saúde Coletiva, Universidade Estadual do Ceará (UECE), Fortaleza, Ceará, Brasil.
Enfermeira e Advogada. Mestre e Doutora em Enfermagem pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Pós-Doutora em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (USP, 2012). Professora Associada da Universidade Estadual do Ceará (UECE), Fortaleza, Ceará, Brasil.
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