O LUGAR DA QUÍMICA NO NOVO ENSINO MÉDIO: IMPLICAÇÕES CURRICULARES E FORMATIVAS DA REFORMA À LUZ DA BNCC E DA LDB
Resumo
A reforma do Ensino Médio brasileiro, instituída pela Lei nº 13.415/2017 e orientada pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), promoveu mudanças significativas na organização curricular da educação básica. Este estudo tem como objetivo analisar os impactos dessa reforma sobre o ensino de Química nas escolas brasileiras, considerando suas implicações curriculares e formativas. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, desenvolvida por meio de revisão bibliográfica e análise documental de legislações educacionais e produções acadêmicas da área de ensino de Ciências. Os resultados indicam que a reorganização curricular, ao instituir a Formação Geral Básica e os itinerários formativos, pode reduzir a presença da Química no currículo e favorecer a fragmentação dos conteúdos, comprometendo a progressão conceitual da disciplina. Além disso, a implementação da reforma ocorre em um contexto de desigualdades estruturais entre redes de ensino, o que limita a efetividade das mudanças propostas. Conclui-se que, embora a reforma busque ampliar a flexibilidade curricular, seus desdobramentos podem fragilizar a formação científica dos estudantes, especialmente no que se refere à consolidação de conhecimentos fundamentais da Química.
Biografia do Autor
Graduando em Química pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia, Campus Guajará-Mirim.
Licenciada em Química, mestre em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente e Doutora em Biotecnologia. Docente efetiva do Instituto Federal de Rondônia, onde atua na produção de materiais didáticos e regulamentos para a instituição.
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