SEXUALIDADE E GÊNERO NA EDUCAÇÃO ESPECIAL: UMA ANÁLISE CRÍTICA SOB A LENTE DA INTERSECCIONALIDADE

Resumo

Este artigo propõe uma reflexão crítica sobre sexualidade e identidades de gênero no campo da Educação Especial. Trata-se de uma pesquisa qualitativa de natureza teórica, operacionalizada por meio de uma revisão bibliográfica narrativa e análise documental de marcos regulatórios brasileiros (LBI, BNCC). O corpus foi selecionado intencionalmente em bases como SciELO e repositórios institucionais, adotando-se o critério de relevância epistemológica e abrangendo o recorte temporal de 2000 a 2025. Fundamentada em teorias curriculares pós-críticas, a investigação problematiza as barreiras socioculturais que produzem a invisibilidade dos corpos e afetos de estudantes com deficiência. Através das lentes de Judith Butler e Tomaz Tadeu da Silva, analisa como o silenciamento desses temas nas escolas opera como uma estratégia de poder que empurra esses sujeitos para zonas de abjeção. A pesquisa denuncia o capacitismo como um mecanismo que hierarquiza existências, excluindo-as da sociabilidade afetiva. Partindo da ética da libertação de Paulo Freire, argumenta-se a urgência de uma formação docente interseccional. Conclui-se que a afirmação da autonomia afetiva e o respeito pelos direitos sexuais são condições fundamentais para uma educação inclusiva e efetivamente anticapacitista.

 

Biografia do Autor

Gabriel Rodrigues Serrano, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP)

Doutorando em Educação pela UNESP/Marília, realiza estágio sanduíche na Universidade do Minho (Portugal) com bolsa PDSE/CAPES (fev-jul/2026) . É mestre e graduado em Pedagogia pela mesma instituição. Possui cinco especializações nas áreas de Educação Inclusiva, Neuropsicopedagogia, Intervenção ABA, Psicopedagogia e Gestão Escolar.

Elenir da Costa Rodrigues, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP)

Coordenadora Pedagógica (Prefeitura de Mococa/SP) e mestranda em Linguística e Língua Portuguesa . Possui especializações em Educação Especial e Direitos Humanos (UFABC), além de graduações em Pedagogia pela Unifran e Letras pela Universidade Mackenzie. Atua como presidenta e coordenadora artística do NUPEAC, com vasta experiência em Teatro do Oprimido e cultura popular.

Cláudia Tédde, Prefeitura Municipal de Marília - SP

Fisioterapeuta da Prefeitura de Marília e mestra em Ensino em Saúde pela FAMEMA. Possui três especializações concluídas nas áreas de Saúde do Trabalhador, Saúde Pública e Administração Hospitalar. Sua trajetória é focada na saúde coletiva e educação em saúde, com diversos reconhecimentos institucionais e acadêmicos por sua relevante contribuição profissional e científica.

Cristina Miranda Duenha Garcia Carrasco, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP)

Doutoranda em Educação pela UNESP/Marília, mestre e graduada em Pedagogia pela mesma instituição. Possui graduações em Geografia e Letras-Libras, além de sete especializações em áreas como Educação Inclusiva e Especial. É professora municipal na Escola Municipal de Ensino Fundamental Prof Odinir Magnani.

Ana Carolina Nonato, Universidade de São Paulo (USP), Faculdade de Medicina - FMUSP, Campus de São Paulo - SP.

Doutoranda em Saúde Coletiva pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, realiza estágio doutoral na Harvard T.H. Chan School of Public Health com bolsa Mobilidade Santander (fev-abril/2026). É Mestre em Ensino em Saúde e graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina de Marília. 

Tiago Souza da Cruz, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP)

Doutorando na FCL-UNESP-Assis, Programa de Literatura e Vida Social. Em mobilidade com Doutorado Sanduiche na FLUP -Universidade do Porto com bolsa CAPES. Mestre em Letras – UNESP/Assis (2022). Graduação em Pedagogia pelo Centro Universitário Ítalo Brasileiro (2010) e em Letras pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2007). Atua principalmente nos seguintes temas: Literatura, Poesia e África, Lei 10.639/03, Literaturas Africanas de Língua Portuguesa. 

Gabriela Rosa Aportas Flor, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP)

Mestranda em Agronegócio e desenvolvimento pela UNESP/Tupã (2027) e em Educação pela UNESP/Marília (2028). Facilitadora UNIVESP (2025-2027 com bolsa). Graduada em Pedagogia (UNESP/MARÍLIA) e em Artes Visuais (FAVENI). Possui especializações em Direito Educacional, Educação Especial e Inclusiva, Atendimento Educacional Especializado, Arte e Educação e Gestão Educacional. Atualmente é professora efetiva PEB - II Educação Especial (Assis/SP).

Marcos Cesário, Prefeitura Municipal de São Paulo / Universidade de São Paulo (USP)

Mestre pela USP - EACH no Programa Mudança Social e Participação Política. Formado em Letras pela FCL- Assis-UNESP e Pedagogia Unitalo. Professor e Coordenador Pedagógico na Prefeitura de São Paulo.

Ana Paula Pila Vaz, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), Faculdade de Filosofia e Ciências - FFC

Professora da educação básica (Garça-SP) e da rede estadual de São Paulo. Mestranda em Educação  e graduada em Pedagogia pela UNESP/Marília, Letras/Inglês e Educação Especial. Possui especializações em Psicopedagogia, Educação Inclusiva, ABA e Deficiência Intelectual. É integrante do grupo de pesquisa HiDEA-Brasil (UNESP) e desenvolve trajetória focada em educação especial, alfabetização e práticas inclusivas.

Referências

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Como Citar

Rodrigues Serrano, G., da Costa Rodrigues, E., Tédde, C., Miranda Duenha Garcia Carrasco, C., Carolina Nonato, A., Souza da Cruz, T. ., Rosa Aportas Flor, G. ., Cesário, M., & Paula Pila Vaz, A. (2026). SEXUALIDADE E GÊNERO NA EDUCAÇÃO ESPECIAL: UMA ANÁLISE CRÍTICA SOB A LENTE DA INTERSECCIONALIDADE. RECIMA21 - Revista Científica Multidisciplinar - ISSN 2675-6218, 7(6), e767878. https://doi.org/10.47820/recima21.v7i6.7878