A SALA DE AULA BILÍNGUE: ENTRE A LIBRAS E O PORTUGUÊS

Resumo

O presente artigo analisa a configuração da sala de aula bilíngue para surdos como um espaço essencial de resistência e ressignificação pedagógica. A investigação pauta-se no paradigma antropológico-político da surdez, que compreende o sujeito surdo como possuidor de uma cultura visual e de uma língua natural. Por meio de uma revisão bibliográfica fundamentada em autores como Skliar, Quadros, Lodi e Fernandes, o estudo discute a importância da Pedagogia Visual e da organização espacial em semicírculo como estratégias para garantir a atenção compartilhada e a fluidez comunicativa. Discute-se a dinâmica entre a Libras, como língua de instrução e matriz cognitiva, e o Português escrito, tratado como segunda língua (L2) sob a lógica da interdependência linguística. Os resultados apontam que a sala de aula bilíngue funciona como um “laboratório de linguagens”, onde a mediação docente é crucial para transformar a tensão entre o sinal e a grafia em consciência metalinguística. Conclui-se que a efetivação deste espaço exige superar barreiras na formação docente e na rigidez curricular, consolidando uma educação que respeite a singularidade linguística e promova a autonomia intelectual do aluno surdo.

Biografia do Autor

Ana Rosária Soares da Silva, Universidade Estadual do Maranhão - UEMA

Doutora em Estudos Literário - UFU. Mestre em Letras - UEMA. Professora da Universidade Estadual do Maranhão - UEMA.

Elizangela Fernandes Martins, Universidade Estadual do Maranhão - UEMA

Doutora em Educação - UFPI. Professora da Universidade Estadual do Maranhão - UEMA.

Shirlane Maria Batista da Silva Miranda, Universidade Estadual do Maranhão - UEMA

Doutora em Educação - UFPI. Professora da Universidade Estadual do Maranhão - UEMA.

Laurilene Cardoso da Silva Lopes, Universidade Estadual do Maranhão - UEMA

Doutora em Educação - UFPI. Professora da Universidade Estadual do Maranhão - UEMA.

Dilmar Rodrigues da Silva Júnior, Universidade Estadual do Maranhão - UEMA

Doutor em Educação - UFPI. Professor da Universidade Estadual do Maranhão - UEMA.

Antonio Luiz Alencar Miranda, Universidade Estadual do Maranhão - UEMA

Doutor em Linguística - UFRJ. Professor da Universidade Estadual do Maranhão - UEMA.

Maria Lúcia Aguiar Teixeira, Universidade Estadual do Maranhão - UEMA

Doutora em História pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos UNISINOS; Mestrado em Ciências da Educação pelo Convênio IPLAC-UEMA; Mestre em Educação: formação de Professor pela Universidade Estadual do Ceará UECE; Licenciada em Pedagogia e em Letras habilitação em Língua Portuguesa e Literatura pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA); Especialização em Antropologia pela UNIBF. Professora Adjunta da Universidade Estadual do Maranhão UEMA, Centro de Estudos Superiores de Caxias CESC.

Referências

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Como Citar

da Silva, A. R. S., Fernandes Martins, E., Batista da Silva Miranda, S. M. ., Cardoso da Silva Lopes, L. ., Rodrigues da Silva Júnior, D. ., Alencar Miranda, A. L. ., & Teixeira, M. L. A. . (2026). A SALA DE AULA BILÍNGUE: ENTRE A LIBRAS E O PORTUGUÊS. RECIMA21 - Revista Científica Multidisciplinar - ISSN 2675-6218, 7(5), e758083. https://doi.org/10.47820/recima21.v7i5.8083