IDENTIDAD ÉTNICA, ARTE-EDUCACIÓN Y EXTENSIÓN UNIVERSITARIA: UNA EXPERIENCIA DE ENFRENTAMIENTO AL RACISMO EN LA ESCUELA

Resumen

Este artículo analiza la experiencia del proyecto de extensión "Pipoca, Cine, Literatura y Arte: Diversidad en la Escuela" (UESC, 2024), dirigido a enfrentar el racismo y fortalecer la identidad étnica en el ámbito escolar. El estudio tuvo como objetivo promover el autorreconocimiento étnico-racial de estudiantes del 6º Año de Enseñanza Fundamental de una escuela del entorno universitario. Su justificación partió del diálogo establecido con la escuela pública, que reveló la ocurrencia de acoso racial, la fragilización de la autoimagen de estudiantes negros y la invisibilidad de la cultura afroindígena en lo cotidiano escolar ─ aspectos que reflejaban negativamente en el desempeño académico. Desde el punto de vista metodológico, se adoptó la investigación-acción, anclada en el referencial de Vygotsky (mediación cultural), Hall y Silva (identidad), Mignolo (colonialidad del poder/saber) y Walsh (pedagogías decoloniales), con uso de técnicas como observación participante, aplicación de cuestionarios estructurados, entrevistas semiestructuradas, grupos focales y análisis documental, además de la triangulación de datos. Los resultados señalaron un aumento del 25% en el autorreconocimiento étnico (con variación del 31% al 38% en la identificación como negro, y del 5% al 8% como indígena), mayor compromiso escolar, reducción de relatos de acoso y contribuciones relevantes para la formación de las becarias, evidenciando que las actividades de arte-educación y deporte actuaron como mediadoras en el fortalecimiento identitario y en la mejora del desempeño académico.

Biografía del autor/a

Sirlândia Souza Santana, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Doctora en Ciencias Sociales/Antropología por la PUC/SP. Investigadora del Grupo de Estudios de Literaturas de los Siglos XX y XXI (GELSEXXI/CNPq) y coordinadora de la línea de investigación “Interseccionalidades y Políticas Curriculares: género, sexualidad y educación para las relaciones étnico-raciales – historia y cultura indígena”. Profesora Titular del Departamento de Filosofía y Ciencias Humanas de la Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB).

Vaniele Rocha Santos, Universidade Estadual de Santa Cruz

Licenciada en Pedagogía por la Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). Maestranda en Educación en el Programa de Posgrado en Educación (PPGE) de la Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Ilhéus, Bahía, Brasil.

Referencias

BARBOSA, Ana M. Arte-Educação no Brasil: realidade hoje e expectativas futuras. Estudos Avançados, São Paulo, v. 3, n. 7, p. 170-182, dez. 1989. Disponível em https://www.scielo.br/j/ea/a/yvtmjR7MGvYKjPDGPgqBv6J Acesso em: 31 mar. 2025.

BATISTA CORREIA, Maria da Conceição. A observação participante enquanto técnica de investigação. Pensa Enfermagem, [S. l.], v. 2, pág. 30–36, 2009. Disponível em: https://pensarenfermagem.esel.pt/index.php/esel/article/view/32 Acesso em: 03 abr. 2025.

BRASIL. Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”, e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil. Brasília, DF, 9 jan. 2003. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.639.htm Acesso em: 25 mar. 2025.

BRASIL. Lei nº 11.645, de 10 março de 2008. Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei no 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. Disponível em:http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11645.htm Acesso em: 25 mar. 2025.

BRASIL.Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).Censo da Educação Básica 2019: Taxas de rendimento escolar por escola. Brasília, 2019. Disponível em: https://www.gov.br/inep/pt-br/acesso-ainformacao/dados-abertos/indicadores-educacionais/taxas-de-rendimento Acesso em: 20 abr. 2025.

CANDIDO, Antonio. O direito à literatura. In: Vários escritos. São Paulo: Duas Cidades, 1995. p. 235 - 263. Disponível em: https://culturaemarxismo.wordpress.com/wp-content/uploads/2011/10/candido-antonio-o-direito-c3a0-literatura-in-vc3a1rios-escritos.pdf Acesso em: 11 de nov. 2024.

CHEREM, Yara Pires. A leitura e a escrita na educação infantil: discutindo práticas pedagógicas. In: FARIA, Ana Lúcia Goulart de; MELLO, Suely Amaral (Orgs.). Linguagens infantis: outras formas de leitura. Campinas: Autores Associados, 2006. p. 67-82.

CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Relações raciais: Referências técnicas para atuação de psicólogas/os. Brasília: CFP, 2017. Disponível em:

https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2017/09/relacoes_raciais_baixa.pdf Acesso em 1 maio 2025.

DANTAS, Maisa Cristina Torres. Trajetória da Lei Nº 11.645/08 e Sua Aplicação nas Escolas. 2021. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Educação) Universidade Federal de Minas Gerais-UFMG, Belho Horizonte, 2021. Disponível em: https://repositorio.ufmg.br/handle/1843/43495 Acesso em: 23 abr. 2025.

ESCOLA MUNICIPAL DE ILHÉUS. Projeto Político Pedagógico. Vigência 2023/2024. Secretaria Municipal de Educação: Ilhéus, 2023.

FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. Tradução de Renato da Silveira. Salvador: EDUFBA, 2008.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 2019.

FOUCAMBERT, Jean. A leitura em questão. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994. 157p.

GELEDÉS, Instituto da Mulher Negra. Lei 10.639/03: a atuação das Secretarias Municipais no ensino de história e cultura africana e afro-brasileira. São Paulo: 2023. Disponível em: https://www.geledes.org.br/pesquisa-inedita-mostra-engajamento-das-secretarias-de-educacao-com-aplicacao-da-lei-10-639/ . Acesso em: 13 mar. 2025.

GOMES, Nilma Lino. Educação: raça e gênero: relações imersas na alteridade. Cadernos Pagu, n. 6-7, Campinas, p. 67-82,1996.

HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 2003.

LLAMAS, Guilhermo Ruiz; SOARES, Dolores Cabrera. Los valores en el deporte. Revista de Educación. Madrid, n. 335, p. 9-19, set.-dez. 2004. Disponível em: https://www.educacionfpydeportes.gob.es/dam/jcr:61fac5cf-2550-463c-947e-6462de143872/re33503-pdf.pdf . Acesso em: 10 mar. 2025.

LUCCAS, A. Futebol e Torcidas: Um estudo psicanalítico sobre o vínculo social. Dissertação (Mestrado em Psicologia Socia) 1998. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC/SP: São Paulo, 1998. Disponível em: https://ludopedio.org.br/wp- content/uploads/161438_Luccas%20_M_%20-%20Futebol%20e%20torcidas.pdf?srsltid=AfmBOoqjGYBX7KDZl-DmsTpgFDlDm- VJU6Q29um8Vla-gc3SCI3kR84u. Acesso em: 03 de mar. 2025.

LUKÁCS, Georg. Estetica: la Peculiaridad de lo Estetico. Vol. 2: Problemas de La Mímesis. Traduzido do original em alemão por Manuel Sacristán. Barcelona: Grijalbo, 2ª ed. 1972. Disponível em: https://dokumen.pub/estetica-e-critica-literaria-reflexoes-acerca-do-pensamento-estetico-em-lukacs-e-marx-9788565999373.html Acesso em: 20 fev. 2025.

LUKÁCS, Georg. Introdução a uma estética Marxista: Sobre a Particularidade como Categoria da Estética/Georg Lukács. Tradução: Carlos Nelson Coutinho e Leandro Konder. São Paulo: Instituto Lukács, 2018. 272 p. Disponível em: https://www.marxists.org/portugues/lukacs/1956/estetica/estetica-marxista.pdf Acesso em: 03 de mar. 2025.

MIGNOLO, Walter. Historias locales/diseños globales: colonialidad, conocimientos subalternos y pensamiento fronterizo. Madrid: Akal, 2003.

OLIVEIRA, Eduardo David. Filosofia da Ancestralidade: corpo e mito na filosofia da educação brasileira. Curitiba: Editora Gráfica Popular, 2007. Disponível em: https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/36895/1/2005_tese_edoliveira.pdf Acesso em 06 de nov. 2024.

PATRIOTA, Rainer Camara. A relação sujeito-objeto na Estética de Georg Lukács:

reformulação e desfecho de um projeto interrompido. 2010. 284 f. Tese (Doutorado em

Filosofia) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2010. Disponível em: https://repositorio.ufmg.br/server/api/core/bitstreams/9b02c9a0-ead8-4ce2-a59a-7d73faaca024/content Aceso em: 07 de fev. 2025.

PNUD, INEP. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Caderno de desenvolvimento humano sobre escolas ativas no Brasil. Brasília: PNUD: INEP; 2016. 68 p. Disponível em: https://www.unirios.edu.br/internas/biblioteca/servicos/arquivos/ebooks/caderno_de_desenvolvimento_humano_sobre_escolas_ativas_no_brasil.pdf Acesso em: 25 de fev. 2025.

SANTANA, S. Cultura, Linguagem e o Desenvolvimento das Crianças Surdas. 2009. Dissertação (Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais da Pontíficia Universidade de São Paulo-PUC/SP). São Paulo, 2009.

SILVA, Neusa. Educação e identidade: o lugar da cultura no currículo escolar. São Paulo: Cortez, 2012.

SOUZA, Neusa Santos. Tornar-se negro: as vicissitudes da identidade do negro brasileiro em ascensão social. Rio de Janeiro: Graal, 1983.

TRIPP, David. Pesquisa-ação: uma introdução metodológica. Educação e Pesquisa. Tradução de Lólio Lourenço de Oliveira. São Paulo, v. 31, n. 3, set. /dez. 2005, p. 443-466. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ep/a/3DkbXnqBQqyq5bV4TCL9NSH/?format=pdf&lang=pt . Acesso em: 10 de fev. 2025.

VYGOTSKY, L. S. Psicologia da Arte. Tradução: Paulo Bezerra. São Paulo: Martins Fontes, 1998. Disponível em: https://ia903103.us.archive.org/24/items/PsicologiaDaArteVigotski/228739061-Psicologia-Da-Arte-Vigotski_text.pdf Acesso em: 25 de nov. 2024.

VYGOTSKY, L. S. Pensamento e linguagem. Tradução: Jeferson Luiz Camargo. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

WALSH, Catherine. Pedagogías decoloniales: prácticas insurgentes de resistir, (re)existir y (re)vivir. Quito: Abya Yala, 2013.

UNICEF. Reprovação, distorção idade-série e abandono escolar. UNICEF, Brasil, 2018. Disponível em: https://www.unicef.org/brazil/relatorios/reprovacao-distorcao-idade-serie-e-abandono-escolar Acesso em: 06 de nov. 2024.

Cómo citar

Souza Santana, S., & Rocha Santos, V. (2026). IDENTIDAD ÉTNICA, ARTE-EDUCACIÓN Y EXTENSIÓN UNIVERSITARIA: UNA EXPERIENCIA DE ENFRENTAMIENTO AL RACISMO EN LA ESCUELA. RECIMA21 - Revista Científica Multidisciplinar - ISSN 2675-6218, 7(4). https://doi.org/10.47820/recima21.v7i4.7501