DESEQUILIBRIO ESFUERZO–RECOMPENSA E HIPERTENSIÓN EN TRABAJADORES DE UN CENTRO UNIVERSITARIO
Resumen
La hipertensión arterial sistémica (HAS) es una condición multifactorial asociada a elevada morbimortalidad cardiovascular, influenciada por factores biológicos, sociales y ocupacionales. Este estudio tuvo como objetivo realizar el tamizaje de la HAS en trabajadores de un centro universitario, analizando la asociación entre los niveles de presión arterial, el desequilibrio esfuerzo–recompensa (ERI) y las características sociodemográficas y ocupacionales. Se trata de un estudio observacional, transversal, con enfoque cuantitativo, realizado con 181 trabajadores. La recolección de datos incluyó un cuestionario sociodemográfico, la aplicación de la escala ERI y la medición de la presión arterial según las directrices del Ministerio de Salud. Los datos fueron analizados mediante estadística descriptiva y regresión logística binaria. Se observó una alta frecuencia de niveles de presión arterial alterados, con un 49,2% de los participantes entre prehipertensión e hipertensión. El ERI fue el único factor asociado a la HAS (β = 2,749; p < 0,001), aumentando aproximadamente 15,6 veces la probabilidad del desenlace. Las variables sociodemográficas no mostraron asociación significativa. Se concluye que el desequilibrio esfuerzo–recompensa constituye un factor importante asociado a la hipertensión en este contexto, lo que refuerza la necesidad de monitoreo de la presión arterial e intervenciones dirigidas a las condiciones psicosociales del trabajo.
Biografía del autor/a
Estudiante de Medicina en el Centro Universitário de Patos, Paraíba, Brasil.
Estudiosa de la Práctica Basada en Evidencias. Turismóloga (2004), Administradora (2007), Enfermera (2008), Licenciada en Educación Física (2021), Magíster en Ciencias de la Salud (2009), Doctora en Promoción de la Salud (2014), Posdoctorada en Promoción de la Salud (2016) y Posdoctorada en Sistemas Agroindustriales por la Universidade Federal de Campina Grande (2018).
Referencias
ALVES, M. G. de M. et al. Versão resumida da “job stress scale”: adaptação para o português. Revista Saúde Pública, v. 38, n. 2, p. 164-71, 2004. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rsp/a/55vCVJNvKpJcsGNjhpq5W4r/?format=pdf&lang=pt Acesso em: 05 set. 2025
BOTH, J. et al. Validação da escala “perfil do estilo de vida individual”. Revista Brasileira de Atividade Física & Saúde. v. 13, n. 1, 2008. Disponível em: https://rbafs.org.br/RBAFS/article/view/778/787 Acesso em: 05 set. 2025
BOUCHER, P. et al. Masked hypertension and effort–reward imbalance at work among office workers. Journal of Human Hypertension, v. 31, p. 620–626, 2017. Disponível em: https://www.nature.com/articles/jhh201742 Acesso em: 30 mar. 2026
BRANDÃO, A. A. et al. Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial – 2025. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 122, n. 9, p. e20250624, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.36660/abc.20250624 Acesso em: 23 set. 2025
BRASIL. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012. Diário Oficial da União, Brasília, n. 12, 13 jun. 2013. Seção 1, p. 59. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/cns/2013/res0466_12_12_2012.html Acesso em: 05 set. 2025
BRASIL. Ministério da Saúde. Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/pdf/caderno_atencaobasica35.pdf/view Acesso em: 28 ago. 2025
CARVALHO, C. de S. et al. Fatores de risco e prognóstico da hipertensão e diabetes: análise detendência temporal. Revista Foco. v. 17, n. 6, e5185, p. 1-4, 2024. Disponível em: https://ojs.focopublicacoes.com.br/foco/article/view/5185/3894 Acesso em: 01 set. 2025
CHRISTINO, T. G. T. Doenças cardiovasculares e saúde do trabalhador: evidências e desafios. Inovações Cardiovasculares: Pesquisa, Diagnóstico e Terapia, Rio de Janeiro: Editora Epitaya, v. 2, 2025. Disponível em: https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1519/1332 Acesso em: 02 set. 2025
DA SILVA, P. A. et al. Hipertensão arterial sistêmica: abordagem atual, diagnóstico e estratégias terapêuticas. Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 8, n. 2, p. 1-16, mar./abr. 2025. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/79245/54758 Acesso em: 05 set. 2025
DAS GRAÇAS, E. N. A.; FERREIRA, L. E. G. Qualidade de vida e hipertensão arterial sistêmica: perspectivas e evidências científicas. RECIMA21 - Revista Científica Multidisciplinar, v. 6, n. 2, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.47820/recima21.v6i2.6268 Acesso em: 02 set. 2025
DE MELO, G. R. N. et al. Perfil bioquímico de pessoas com diabetes mellituse hipertensão na atenção primária à saúde. Portal de Revistas da USP, v. 56, n. 1, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.11606/issn.2176-7262.rmrp.2023.202897 Acesso em: 05 set. 2025
DEVECHIO, A. de P. et al. Fatores que influenciam a hipertensão arterial sistêmica e qualidade de vida em professores universitários. Arch Health Invest, v.6, n.8, p. 352-358, 2017. Disponível em: https://archhealthinvestigation.com.br/ArcHI/article/view/2217 Acesso em: 30 março 2026
FONSECA, O. N.; VIEIRA, J. P. P.; DANTAS, M. I. J. da S. Estratégias de prevenção e controle da hipertensão arterial: uma revisão integrativa. Revista Contemporânea, v. 5, n. 4, 2025. ISSN 2447-0961. Disponível em: https://ojs.revistacontemporanea.com/ojs/index.php/home/article/view/7908/5548 Acesso em: 02 set. 2025
FONTES, R. de O. et al. Is the effort-reward imbalance associated with hypertension among Brazilian civil servants? Results from the ELSA-Brasil study. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, v. 48, p. edepi10, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2317-6369/14222en2023v48edepi10 Acesso em: 30 mar. 2026
GRECO, R. M. et al. Hipertensão arterial sistêmica e fatores associados em servidores públicos federais. Revista de Enfermagem UFJF, v. 5, n. 1, p. 1-14, 2019. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/enfermagem Acesso em: 31 mar. 2026
LOPES, G. M. et al. A prática de atividades físicas regulares como estratégia para o controle e prevenção da hipertensão arterial: uma revisão integrativa. Revista de Epidemiologia e Saúde Pública. v. 2, n. 1, 2024. Disponível em: https://respcientifica.com.br/index.php/resp/article/view/61/48 Acesso em: 05 set. 2025
MELO, V. A. D. et al. Relação entre escolaridade e agravamento dos fatores de risco na hipertensão arterial sistêmica. Saúde Coletiva (Edição Brasileira), v. 15, n. 93, p. 14799-14807, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.36489/saudecoletiva.2025v15i93p14799-14807 Acesso em: 31 mar. 2026
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Linha de cuidado do adulto com hipertensão arterial sistêmica. Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Departamento de Saúde da Família. Brasília: Ministério da Saúde, 2021. 85 p. il. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/linha_cuidado_adulto_hipertensão_arterial.pdf Acesso em: 05 set. 2025
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Portaria SECTICS/MS nº 49, de 23 de julho de 2025. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Hipertensão Arterial Sistêmica. Brasília, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/conitec/pt-br Acesso em: 01 set. 2025
NAHAS, M. V.; DE BARROS, M. V. G.; FRANCALACCI, V. O pentáculo do bem-estar – base conceitual para avaliação do estilo de vida de indivíduos ou grupos. Revista Brasileira Atividade Física & Saúde, v. 5, n. 2, 2000. Disponível em: https://rbafs.org.br/RBAFS/article/view/1002/1156 Acesso em: 05 set. 2025
OLIVEIRA, C. W. de M. et al. Hipertensão arterial sistêmica: diretrizes atuais para diagnóstico e manejo terapêutico. Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v. 18, n. 4, p. 1-20, 2025. Disponível em: Acesso em: 23 ago. 2025 DOI: https://doi.org/10.55905/revconv.18n.4-212
PALMERIM, A. L. M.; SOLER, O.; DE QUEIROZ, L. M. Consultório farmacêutico no rastreamento e gestão das condições de saúde como diabetes, hipertensão e dislipidemia: revisão de escopo. Revista Contemporânea, v. 5, n. 1, 2025.. Disponível em: https://ojs.revistacontemporanea.com/ojs/index.php/home/article/view/7235/5153 Acesso em: 02 set. 2025
RODRIGUES, M. E. et al. Perfil pressórico entre estudantes, professores e funcionários de uma universidade pública. Journal of Health Sciences Institute, v. 29, n. 1, p. 56-61, 2011. Disponível em: https://repositorio.unip.br/wp-content/uploads/2020/12/V29_n1_2011_p56-61.pdf Acesso em: 31 mar. 2026
SANTIAGO, C. D. S. et al. Pressão arterial elevada em servidores de universidades públicas no norte do Brasil. Cogitare Enfermagem, v. 26, p. e74371, 2021. Disponível em: http://dx.doi.org/10.5380/ce.v26i0.74371 Acesso em: 31 mar. 2026
SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DO RIO DE JANEIRO. Enfrentamento da hipertensão arterial sistêmica: orientações para agentes comunitários de saúde. Rio de Janeiro: SMS-RJ, 2024. Disponível em: https://subpav.org/aps/uploads/publico/repositorio/Livro_EnfrentamentoHASAdulto_PDFDigital_20241226_(1).pdf Acesso em: 02 set. 2025
SIEGRIST, J. Adverse health effects of high-effort/low-reward conditions. Journal of Occupational Health Psychology, v. 1, n. 1, p. 27–41, 1996. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/9547031/ Acesso em: 31 mar. 2026
SIEGRIST, J.; LI, J. Associations of extrinsic and intrinsic components of work stress with health: a systematic review of evidence on the effort-reward imbalance model. International Journal of Environmental Research and Public Health, v. 13, n. 4, p. 432, 2016. Disponível em: https://www.mdpi.com/1660-4601/13/4/432 Acesso em: 31 mar. 2026
SILVA, L. S.; BARRETO, S. M. Adaptação transcultural para o português brasileiro da escala effort-reward imbalance: um estudo com trabalhadores de banco. Rev Panam Salud Publica, v. 27, n. 1, p. 32-36, 2010. Disponível em: https://www.scielosp.org/pdf/rpsp/v27n1/05.pdf Acesso em: 05 set. 2025
SILVA-JUNIOR, J. S. et al. Atualização 2020 da Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho no Brasil. Revista Brasileira De Saúde Ocupacional, v. 47, e11, 2022. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2317-6369/34220PT2022v47e11 Acesso em: 20 ago. 2025
TONG, L. et al. Effort-reward imbalance and health outcomes in emergency nurses: the mediating role of work–family conflict and intrinsic effort. Frontiers in Public Health, v. 12, p. 1515593, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.3389/fpubh.2024.1515593 Acesso em: 30 mar. 2026
TRUDEL, X. et al. Long working hours and the prevalence of masked and sustained hypertension. Hypertension, v. 75, n. 2, p. 532-538, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1161/HYPERTENSIONAHA.119.12926 Acesso em: 23 ago. 2025
VASCONCELOS, J. A. et al. Hipertensão arterial: prevalência, tratamento e controle da doença. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, v. 6, n. 3, p. 293-301, 2024. Disponível em: https://bjihs.emnuvens.com.br/bjihs/article/view/1602/1786 Acesso em: 23 ago. 2025
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Hypertension profiles. Global report on hypertension: the race against a silent killer. Genebra: WHO, 2023. Disponível em: https://www.who.int/docs/default-source/ncds/ncd-surveillance/hypertension-profiles-2023.pdf Acesso em: 23 ago. 2025
ZILLI, A. D. et al. Prevalência de hipertensão arterial sistêmica em professores universitários ativos e inativos fisicamente. Revista Saúde (Santa Maria), v. 50, n. 1, p. e87042, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.5902/2236583487042 Acesso em: 31 mar. 2026.
