REPRESENTATIVIDAD PARTIDARIA EN LA ASAMBLEA NACIONAL DE ANGOLA (2017-2022): SISTEMA ELECTORAL, DESPROPORCIONALIDAD Y BIPOLARIDAD PARTIDISTA

Resumen

Este articulo analiza la representatividad partidaria en la Asamblea Nacional de Angola entre 2017 y 2022, con énfasis en los mecanismos del sistema electoral que producen desproporcionalidad en la distribución de mandatos. Angola adoptó el pluripartidismo en 1991, pero los ciclos electorales posteriores revelamn una concentración progresiva de esca´ños parlamentarios en dos partidos históricos: el MPLA y la UNITA. En las elecciones de 2022, estos dos partidos reunieron el 97,3% de los mandatos (214 de 220 escaños), excluyendo efectivamente a los partidos menores de una representación significativa. El estudio adopta un enfoque caulitativo basado en el anális documental de informes electorales de la CNE, datos del OBEA y revisión de la literatura sobre sistemas electorals en contextos africanos. Complementariamente, se realizaron cinco entrevistas semiestructuradas a diputados de la Asamblea Nacional. Los resultados identifican seis factores estructurales de desproporcionalidad: el método hondt en los círculos provinciales, la cláusula de exclusión en el círculo nacional, la fijación de cinco mandatos por provincia independientemente de la población, el acceso desigual a los medios de comunicación social, la implicación del Ministerio de Administración del Territorio en la organización electoral y la financiación tardía y reducida de las campañas de la oposición. el artículo concluye que la bipartidización de la Asamblea Nacional no resulta únicamente de las preferencias del electorado, sino que es amplificada por arquitecturas institucionales que desfavorecem sistemáticamente a los partidos con menor capital organizacional y mediático.

Biografía del autor/a

Jurelma Joaquim do Espírito Santo, Universidade Agostinho Neto

Doctoranda en Ciencias Sociales, especialidad en Ciencia Política, en la Facultad de Ciencias Sociales de la Universidade Agostinho Neto. Magíster en Ciencia Política y Administración Pública por la Facultad de Ciencias Sociales de la Universidade Agostinho Neto. Licenciada en Relaciones Internacionales por el Instituto Superior de Ciências Sociais e Relações Internacionais (CIS).

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Cómo citar

Santo, J. J. do E. (2026). REPRESENTATIVIDAD PARTIDARIA EN LA ASAMBLEA NACIONAL DE ANGOLA (2017-2022): SISTEMA ELECTORAL, DESPROPORCIONALIDAD Y BIPOLARIDAD PARTIDISTA. RECIMA21 - Revista Científica Multidisciplinar - ISSN 2675-6218, 7(6), e768048. https://doi.org/10.47820/recima21.v7i6.8048