TECNOLOGIAS EMERGENTES E EDIÇÃO DE LIVROS NO BRASIL: O USO DE IA E SUAS TRANSFORMAÇÕES EM PRÁTICAS EDITORIAIS
DOI:
https://doi.org/10.47820/recima21.v7i3.7392Palavras-chave:
Inteligência artificial generativa. , Produção Editorial, BibliodiversidadeResumo
A pesquisa analisa o uso contemporâneo da inteligência artificial generativa (IAG) no mercado editorial brasileiro, com foco nas transformações das práticas editoriais e nos impactos éticos, culturais e regulatórios decorrentes dessa adoção tecnológica. O estudo tem como objetivo compreender como editoras brasileiras vêm incorporando ferramentas de IA em processos como análise de manuscritos, produção de audiolivros, marketing digital, criação de ilustrações e automação de fluxos internos. Trata-se de pesquisa qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, desenvolvida por meio de análise documental de fontes institucionais, reportagens especializadas e casos emblemáticos ocorridos entre 2022 e 2025. A investigação dialoga com estudos da Comunicação e da economia política do livro, especialmente no que se refere à bibliodiversidade, à concentração editorial e à governança algorítmica. Os resultados indicam que, embora a IA amplie a eficiência produtiva e a capacidade preditiva do setor, sua adoção sem critérios claros pode gerar riscos relacionados à autoria, à qualidade editorial, aos vieses algorítmicos e à redução da diversidade cultural. Conclui-se que a integração da IAG ao campo editorial exige mecanismos de regulação, transparência e responsabilidade ética, de modo a preservar o trabalho criativo humano e garantir a pluralidade de vozes no ecossistema do livro.
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