A SINFONIA DA ALDEIA: A MÚSICA ERUDITA COMO PONTE ANCESTRAL NA ORQUESTRA INDÍGENA DE CAMPO GRANDE-MS
Resumo
Este artigo analisa a Orquestra Indígena de Campo Grande-MS como um instrumento de resistência e intercâmbio cultural, integrando a música clássica aos conhecimentos ancestrais. Formada por jovens das Aldeias Urbanas Darcy Ribeiro e Marçal de Souza, situadas no Jardim Noroeste, localizadas no bairro Tiradentes, que convertem a música de concerto em uma "ponte" sonora, destacando a identidade indígena e fomentando a interculturalidade. A pesquisa tem como objetivo examinar de que maneira a Orquestra Indígena de MS emprega a música erudita como meio para promover a valorização da ancestralidade indígena e o diálogo intercultural. O estudo qualitativo com enfoque etnomusicológico concentrou-se na participação do grupo de jovens indígenas destas Aldeias, enfatizando a combinação de elementos da música clássica com práticas e conhecimentos tradicionais. A orquestra cria uma nova maneira de se apresentar, em que jovens indígenas incorporam a memória coletiva e o sagrado ao ambiente da música de concerto, funcionando como um meio de socialização e resistência. A ação se estabelece como uma ponte ancestral, na qual a orquestra, única do tipo no Brasil, fomenta a democratização da música clássica e o reforço da identidade indígena, possibilitando o encontro entre a tradição oral e a estrutura musical ocidental.
Biografia do Autor
Graduada em arquitetura e urbanismo pela Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal UNIDERP, Especialista em Arquitetura Hospitalar pela UNICID, Mestra e Desenvolvimento Local pela UCDB e Doutoranda em Desenvolvimento Local pela (UCDB), Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil.
Graduada em Direito pela UCDB e Artes Visuais pela UFMS, Mestra em Desenvolvimento Local pela Universidade Católica Dom Bosco Doutoranda em Desenvolvimento Local pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil.
Graduada em Direito pela UCDB. Mestra em Direito Humanos pela Universidade federal de Mato Grosso do Sul UFMS Promotora de Justiça de MS. Doutoranda em Desenvolvimento Local pela UCDB), Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil.
Graduado em Ciências Econômicas pela UFMS e mestrado em Agronegócios pela UFMS Doutorando em Desenvolvimento Local Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil. Graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e mestrado em Agronegócios pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) Doutorando em Desenvolvimento Local Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil.
Graduada em Terapia Ocupacional pela UCDB Licenciada em Música Metropolitana, de Santos, Membro do Grupo de Pesquisa: Economia criativa, aprendizagem e a solidariedade ativa na dinâmica territorial. Mestra em Desenvolvimento local pela UCDB Doutoranda em Desenvolvimento Local (UCDB), Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil.
Graduado em Filosofia pela Universidade Católica Dom Bosco, Pós-Graduado em Língua Brasileira Sinais -Libras pela Faculdade de Educação São Luís. Mestre em desenvolvimento Local Universidade Católica Dom Bosco UCDB Doutorando em Desenvolvimento Local Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil.
Graduada em Direito, Licenciada em Ciências Sociais e História. Procuradora de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, Especialista em Psicanálise e Análise do Contemporâneo pela PUC/RS. Especialista em Psicopatologia e Saúde Mental pela Unesc. Especialista em Inteligência de Estado e Inteligência de Segurança Pública com Direitos Humanos pela Fundação Escola do MPMG. Doutoranda em Desenvolvimento Local Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil.
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