ANÁLISE DO USO EXCESSIVO DE TELAS E SEUS IMPACTOS NA SAÚDE: ESTUDO TRANSVERSAL COM ADOLESCENTES ESCOLARES

Resumo

Introdução: A imersão de adolescentes no universo digital é um fenômeno proeminente na sociedade contemporânea, com um aumento alarmante no tempo de tela. Evidências científicas demonstram associação entre a exposição excessiva a telas e desfechos negativos para a saúde, incluindo transtornos mentais, prejuízos na qualidade do sono e sedentarismo. Objetivo: Analisar o perfil de uso de telas e sua associação com sintomas de saúde mental, qualidade do sono e nível de atividade física em adolescentes de uma escola no município de Patos, Paraíba. Método: Trata-se de uma pesquisa de campo com delineamento transversal, analítico e abordagem quantitativa, realizada com estudantes de 12 a 18 anos. A coleta de dados ocorreu por meio de um questionário autoaplicável, abrangendo o perfil sociodemográfico e o uso de telas, além de utilizar instrumentos validados. Resultados: Foram avaliados 22 adolescentes, com média de idade de 16,0 anos (DP = 1,29), predominando o sexo masculino (54,5%), estudantes do 1º ano do ensino médio (54,5%) e com renda familiar de até um salário-mínimo (40,9%). Discussão: Os achados do presente estudo evidenciam um cenário crítico quanto aos hábitos digitais dos adolescentes investigados, com elevada exposição a telas entre adolescentes, associada à redução significativa da duração do sono e pior perfil de saúde mental, especialmente entre meninas. Conclusão: Diante do cenário apresentado, torna-se essencial o planejamento de intervenções futuras que promovam a higiene do sono e a educação digital responsável. Exigindo uma abordagem colaborativa que integre o ambiente escolar e o núcleo familiar, estabelecendo limites estruturados de uso.

Biografia do Autor

Rebeca Ferreira Linhares, Centro Universitário de Patos

Graduanda em Medicina, Centro Universitário de Patos. 

Vandezita Dantas de Medeiros Mazzaro, Centro Universitário de Patos

Mestre, Presidente da Comissão de Residência Médica, Centro Universitário de Patos, Patos, Paraíba, Brasil. Docente do curso de Medicina UFCG - Cajazeiras-Paraíba, Brasil.

Luana Idalino da Silva , Centro Universitário de Patos

Mestre em Ciências da Saúde, docente do Centro Universitário de Patos- UNIFIP.

Referências

DUNCAN, Markus Joseph et al. The association of physical activity, sleep, and screen time with mental health in Canadian adolescents during the COVID-19 pandemic: A longitudinal isotemporal substitution analysis. Mental Health and Physical Activity, [s. l.], v. 23, p. 100473, 2022.

HADDOCK, Aaron et al. Positive Effects of Digital Technology Use by Adolescents: A Scoping Review of the Literature. International Journal of Environmental Research and Public Health, [s. l.], v. 19, n. 21, p. 14009, 2022. Disponível em: https://www.mdpi.com/1660-4601/19/21/14009 Acesso em: 4 maio 2026.

HAGHJOO, Purya et al. Screen time increases overweight and obesity risk among adolescents: a systematic review and dose-response meta-analysis. BMC Primary Care, [s. l.], v. 23, n. 1, p. 161, 2022. Disponível em: https://bmcfampract.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12875-022-01761-4 Acesso em: 18 ago. 2025.

HE, Xin et al. The association of screen time and the risk of sleep outcomes: a systematic review and meta-analysis. Frontiers in Psychiatry, [s. l.], v. 16, p. 1640263, 2025. Disponível em: https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fpsyt.2025.1640263/full Acesso em: 4 maio 2026.

KIRKBRIDE, James B. et al. The social determinants of mental health and disorder: evidence, prevention and recommendations. World Psychiatry, [s. l.], v. 23, n. 1, p. 58–90, 2024. Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1002/wps.21160 Acesso em: 21 ago. 2025.

MUNZER, Tiffany et al. Digital Ecosystems, Children, and Adolescents: Policy Statement. Pediatrics, [s. l.], v. 157, n. 2, p. e2025075320, 2026.

NAGATA, Jason M. et al. Screen Time from Adolescence to Adulthood and Cardiometabolic Disease: a Prospective Cohort Study. Journal of General Internal Medicine, [s. l.], v. 38, n. 8, p. 1821–1827, 2023.

ROCKA, Agata et al. The Impact of Digital Screen Time on Dietary Habits and Physical Activity in Children and Adolescents. Nutrients, [s. l.], v. 14, n. 14, p. 2985, 2022. Disponível em: https://www.mdpi.com/2072-6643/14/14/2985 Acesso em: 4 maio 2026.

RODRÍGUEZ-BARNIOL, Mònica; PUJOL-BUSQUETS, Georgina; BACH-FAIG, Anna. Screen Time Use and Ultra-Processed Food Consumption in Adolescents: A Focus Group Qualitative Study. Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics, [s. l.], v. 124, n. 10, p. 1336–1346, 2024. Disponível em: https://linkinghub.elsevier.com/retrieve/pii/S2212267224002028 Acesso em: 4 maio 2026.

SARSIA, Neeraj et al. A Systematic Review and Meta-analysis on Correlation between Screen Time Duration and Sleep Disturbances in School-Going Children Aged between Six to Twelve Years. Journal of Contemporary Clinical Practice, [s. l.], v. 12, p. 156–165, 2026. Disponível em: https://jccpractice.com/article/a-systematic-review-and-meta-analysis-on-correlation-between-screen-time-duration-and-sleep-disturbances-in-school-going-children-aged-between-six-to-twelve-years-1864/ Acesso em: 4 maio 2026.

SCHAAN, Camila Wohlgemuth et al. Prevalence and correlates of screen time among Brazilian adolescents: findings from a country-wide survey. Applied Physiology, Nutrition, and Metabolism, [s. l.], v. 43, n. 7, p. 684–690, 2018. Disponível em: https://cdnsciencepub.com/doi/10.1139/apnm-2017-0630 Acesso em: 4 maio 2026.

SILVA, Diego Augusto Santos et al. Results from Brazil’s 2022 Report Card on Physical Activity for Children and Adolescents. International Journal of Environmental Research and Public Health, [s. l.], v. 19, n. 16, p. 10256, 2022. Disponível em: https://www.mdpi.com/1660-4601/19/16/10256 Acesso em: 4 maio 2026.

Como Citar

Linhares, R. F., Mazzaro, V. D. de M., & Silva , L. I. da. (2026). ANÁLISE DO USO EXCESSIVO DE TELAS E SEUS IMPACTOS NA SAÚDE: ESTUDO TRANSVERSAL COM ADOLESCENTES ESCOLARES. RECIMA21 - Revista Científica Multidisciplinar - ISSN 2675-6218, 7(6), e768131. https://doi.org/10.47820/recima21.v7i6.8131