PREVALÊNCIA DE INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS ENTRE MULHERES PRIVADAS DE LIBERDADE NO BRASIL

Resumo

Introdução: Mulheres privadas de liberdade apresentam elevada vulnerabilidade às infecções sexualmente transmissíveis (IST), devido a fatores como baixa escolaridade, vulnerabilidade social, uso de drogas, violência sexual e dificuldade de acesso aos serviços de saúde. O ambiente prisional favorece a disseminação de infecções como sífilis, HIV e HPV, agravando os riscos à saúde dessa população. Objetivo: Avaliar a prevalência de infecções sexualmente transmissíveis entre mulheres privadas de liberdade no Brasil e sua relação com fatores sociais e estruturais. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de caráter retrospectivo, qualitativo e descritivo. A busca foi realizada nas bases SciELO e PubMed, utilizando os descritores “infecções sexualmente transmissíveis”, “mulheres”, “prisões” e “população privada de liberdade”. Foram incluídos artigos publicados entre 2014 e 2025 relacionados à temática proposta. Resultados: Os estudos analisados demonstraram elevadas prevalências de IST em mulheres encarceradas no Brasil. A sífilis apresentou taxas superiores a 20% em unidades prisionais do Nordeste. O HPV mostrou elevada positividade em exames cervicais, enquanto a prevalência de HIV permaneceu acima da média da população geral. Também foram identificadas falhas estruturais nos serviços de saúde prisionais, dificultando ações de prevenção, diagnóstico e tratamento. Conclusão: A elevada prevalência de IST entre mulheres privadas de liberdade evidencia falhas na assistência à saúde sexual e reprodutiva dessa população. Torna-se necessária a implementação de políticas públicas voltadas ao diagnóstico precoce, educação em saúde e ampliação do acesso ao tratamento adequado.

Referências

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Como Citar

Monteiro Rezende , E., Maciel Franco, I., & de Souza Ferreira , L. (2026). PREVALÊNCIA DE INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS ENTRE MULHERES PRIVADAS DE LIBERDADE NO BRASIL. RECIMA21 - Revista Científica Multidisciplinar - ISSN 2675-6218, 7(1). https://doi.org/10.47820/recima21.v7i1.8243