EPIGENÉTICA NA INFERTILIDADE HUMANA: MECANISMOS ALTERADOS E IMPLICAÇÕES PARA TERAPIA REPRODUTIVA ASSISTIDA – UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Resumo

A infertilidade acomete entre 8% e 12% dos casais em idade reprodutiva, apresentando-se como uma condição idiopática sem causa definida por exames convencionais. A epigenética surge como pilar para compreender essas falhas, regulando a expressão gênica via modificações químicas, como a metilação do DNA e alterações em proteínas organizadoras, que não modificam a sequência do código genético. Esta revisão integrativa, fundamentada no protocolo de Whittemore e Knafl, analisou 25 estudos publicados no período de 2011 a 2026. A avaliação da qualidade metodológica, conduzida por instrumentos padronizados como SANRA e Newcastle Ottawa, revelou uma predominância de revisões narrativas de 44% e estudos com amostras pequenas, o que impõe restrições à força estatística dos biomarcadores propostos. Os resultados apontam que falhas moleculares nos genes H19 e MEST estão presentes em até 50% dos casos masculinos sem causa aparente, enquanto alterações no gene HOXA10 comprometem a capacidade do útero em receber o embrião. Contudo, a análise crítica dos autores indica que a magnitude clínica e a reprodutibilidade desses resultados em diferentes populações permanecem incertas devido à falta de valores de referência universais. Embora o mapeamento molecular seja promissor para uma futura medicina de precisão, esses testes ainda possuem caráter experimental e enfrentam barreiras de alto custo e baixa aplicabilidade clínica imediata. Conclui-se que, embora a vigilância molecular seja fundamental para a segurança das técnicas de reprodução assistida, a transição para o consultório deve ser cautelosa, priorizando-se intervenções em estilo de vida que podem reverter parcialmente marcas indesejadas antes do início das terapias.

Biografia do Autor

Emanuel Deitos Ribeiro, Universidade de Gurupi (UNIRG)

Discente de medicina pela Universidade de Gurupi (UNIRG).

Gabriella Glória Alencar Bezerra , Universidade de Gurupi (UNIRG)

Discente de medicina pela Universidade de Gurupi (UNIRG).

Isabella Gondim de Oliveira , Universidade de Gurupi (UNIRG)

Discente de medicina pela Universidade de Gurupi (UNIRG).

Maria Heloísa Barros Dias Moura, Universidade de Gurupi (UNIRG)

Discente de medicina pela Universidade de Gurupi (UNIRG).

Maria Teresa Veloso Moreira Mousinho, Universidade de Gurupi (UNIRG)

Discente de medicina pela Universidade de Gurupi (UNIRG).

Valentina Bueno Bernardo, Universidade de Gurupi (UNIRG)

Discente de medicina pela Universidade de Gurupi (UNIRG).

Keytty Kelly Soares de Oliveira Xavier, Universidade de Gurupi (UNIRG)

Graduação em Farmácia Bioquímica pela Universidade Paulista – UNIP. Discente de medicina. Universidade de Gurupi (UNIRG).

Elyka Fernanda Pereira de Melo, Universidade de Gurupi (UNIRG)

Mestre em Ensino de Biologia pela Universidade de Brasília (UNB). Docente de Genética médica do curso de Medicina. Universidade de Gurupi (UNIRG).  

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Como Citar

Ribeiro, E. D., Bezerra , G. G. A., Oliveira , . I. G. de, Moura, M. H. B. D., Mousinho, M. T. V. M. ., Bueno Bernardo, V. ., Xavier, K. K. S. de O., & Melo, E. F. P. de. (2026). EPIGENÉTICA NA INFERTILIDADE HUMANA: MECANISMOS ALTERADOS E IMPLICAÇÕES PARA TERAPIA REPRODUTIVA ASSISTIDA – UMA REVISÃO INTEGRATIVA. RECIMA21 - Revista Científica Multidisciplinar - ISSN 2675-6218, 7(6), e768367. https://doi.org/10.47820/recima21.v7i6.8367