ANÁLISE COMPARATIVA DE PARÂMETROS NUTRICIONAIS E FÍSICO-QUÍMICOS PÓS-RECONSTITUIÇÃO EM FÓRMULAS INFANTIS TIPO 1
DOI:
https://doi.org/10.47820/recima21.v7i2.7167Palavras-chave:
Estabilidade Química, Fórmula Infantil, Hidrólise Proteica, Potencial Hidrogeniônico, Segurança AlimentarResumo
O aleitamento materno é a principal estratégia para a saúde infantil, porém sua ausência torna necessário o uso de fórmulas infantis, que devem garantir a segurança e o adequado suprimento nutricional do lactente. O presente estudo objetivou avaliar a qualidade nutricional e a estabilidade físico-química de Fórmulas Infantis Tipo 1 (0–6 meses) comercializadas em Piripiri-PI, com foco na verificação de conformidade e nas variações do potencial hidrogeniônico após reconstituição. Três amostras foram analisadas quanto à conformidade nutricional e submetidas a testes de estabilidade (cor e reconstituição) e de pH em triplicata, sob diferentes condições de preparo e armazenamento por 24 horas. As amostras demonstraram conformidade geral com a legislação, mas revelaram diferenças em componentes funcionais e apresentaram excelente estabilidade física e de coloração por até 24 horas, indicando controle de oxidação lipídica e da reação de Maillard. Contudo, o pH das amostras, que inicialmente se apresentou neutro (aproximadamente 7,20–7,31), evidenciou tendência consistente de alcalinização ao longo do tempo, atingindo valores críticos entre 7,42 e 7,51 após 24 horas. Esse aumento do pH constitui forte indicador de perda de estabilidade química, sugerindo a ocorrência de hidrólise proteica e desestabilização da matriz coloidal. A perda de estabilidade química, evidenciada pela alcalinização, justifica plenamente as diretrizes de descarte imediato, pois a variação do pH, mesmo sob refrigeração, indica a progressão de processos degradativos que podem acarretar riscos fisiológicos, como acidose ou alcalose metabólica em neonatos.
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