TRILHA SENSORIAL EM UM MUSEU DE CIÊNCIAS: REFLEXÕES ACERCA DE UM PROCESSO DE SENSIBILIZAÇÃO AMBIENTAL TRANSFORMADOR
DOI:
https://doi.org/10.47820/recima21.v7i2.7264Palavras-chave:
Atitudes ambientais, Conservação ambiental, Educação não-formal, Extensão universitária, SustentabilidadeResumo
A sensibilização ambiental, explorada dentro e fora do espaço escolar, pode promover atitudes e práticas sustentáveis. Diante dessa perspectiva, o presente artigo avaliou o impacto de uma exposição interativa – Trilha Sensitiva –, em um espaço não formal de ensino de ciências, o Museu de Ciências Morfológicas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Com base em dados extraídos de questionários avaliativos, observou-se que a maioria dos visitantes respondentes, na época da exposição, foi do sexo feminino, com idade entre 16 e 30 anos, predominando estudantes universitários. Cerca de 75% dos respondentes deram nota máxima de satisfação à atividade. Todos os participantes compreenderam o impacto negativo das ações humanas na natureza e relataram que a experiência os incentivou a mudar sua relação ao ambiente. Esses resultados demonstram que a educação não formal, vivenciada por meio de exposições interativas, é uma ferramenta valiosa na formação cidadã e na preservação da natureza.
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