O PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA E AS JUVENTUDES: UM ESTUDO SOBRE A PERCEPÇÃO DOS JOVENS ESTUDANTES

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47820/recima21.v7i2.7277

Palavras-chave:

Saúde na Escola. Juventudes. Políticas Públicas. Cartografia Social.

Resumo

Esta pesquisa objetiva compreender a percepção dos jovens estudantes de uma escola localizada no município de Tianguá-CE sobre as ações do Programa Saúde na Escola (PSE). A metodologia adotada é qualitativa, utiliza a cartografia social como abordagem de pesquisa e envolve estudantes do 9º ano, participantes das ações do PSE no ano de 2022. Inicialmente, uma entrevista estruturada traçou o perfil dos participantes, seguida por uma oficina de elaboração de mapas cognitivos. Foi empregada a análise temática de conteúdo com centralidade na saúde mental e acerca das memórias dos estudantes. O estudo evidenciou a necessidade de compreender como as ações do PSE são percebidas pelos jovens, diante da escassez de análises que evidenciam as perspectivas destes sujeitos, considerando a importância do programa na promoção da saúde escolar. Alinhada com marcos internacionais de direitos humanos, a pesquisa contribuiu para a melhoria das políticas públicas de saúde e educação destinadas aos jovens.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Ana Larisse Santos Barbosa, UECE

    Assistente Social. Doutoranda em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará. Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). 

  • Roberta Duarte Maia Barakat, UECE

    Assistente Social. Mestra e Doutoranda em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). Apoiadora Institucional da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará.

Referências

1. Brasil. Ministério da Saúde. Marco legal: saúde, um direito de adolescentes. Brasília: Editora do Ministério da Saúde; 2007. 60 p.

2. Brasil. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8069.htm. Acesso em: 20 jan 2026.

3. Brasil. Lei nº 12.852, de 5 de agosto de 2013. Institui o Estatuto da Juventude e dispõe sobre os direitos dos jovens. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/lei/l12852.htm. Acesso em: 20 jan 2026.

4. Mannheim K. O problema sociológico das gerações. In: Grandes cientistas sociais. São Paulo: Ática; 1982.

5. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Atlas da Violência 2025. Brasília: IPEA; 2025. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/17165. Acesso em: 20 jan 2026.

6. Fundo de População das Nações Unidas. 165 millones de razones: un llamado a la acción para la inversión en adolescencia y juventud en América Latina y el Caribe. Nova Iorque: UNFPA; 2019. 74 p.

7. Hoopes AJ, Agarwal P, Bull S, Chandra-Mouli V. Measuring adolescent friendly health services in India: a scoping review of evaluations. Reprod Health. 2016;13(1):1-38.

8. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Passo a passo PSE (Programa Saúde na Escola): tecendo caminhos da intersetorialidade. Brasília: Ministério da Saúde; 2011.

9. Silva ADA. Programa Saúde na Escola no Ceará: descrição das ações com base no Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica [dissertação/tese]. 2020.

10. Organização das Nações Unidas. Declaração Universal dos Direitos Humanos. 1948. Disponível em: https://www.unicef.org/brazil/declaracao-universal-dos-direitos-humanos. Acesso em: 12 dez 2020.

11. Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde. Carta de Ottawa. Ottawa; 1986. In: Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Projeto Promoção da Saúde. As cartas da promoção da saúde. Brasília: Ministério da Saúde; 2002. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cartas_promocao.pdf. Acesso em: 9 dez 2023.

12. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Saúde do adolescente: competências e habilidades. Brasília: Editora do Ministério da Saúde; 2008.

13. Passos E, Escóssia L. Pistas do método da cartografia: pesquisa-intervenção e produção de subjetividade. Porto Alegre: Sulina; 2010.

14. Silva FMF, Araújo RF, Costa KKD, Basílio EEF. Atuação da equipe multiprofissional nas ações realizadas pelo Programa Saúde nas Escolas (PSE): uma estratégia da educação em saúde. 2018. Disponível em: https://editorarealize.com.br/editora/anais/conbracis/2018/TRABALHO_EV108_MD4_SA4_ID1406_21052018000305.pdf. Acesso em: 16 jan 2024.

15. Gorayeb A, Meireles AJA, Silva EV. Cartografia social e cidadania: experiências de mapeamento participativo dos territórios de comunidades urbanas e tradicionais. Fortaleza: Expressões Gráficas; 2021.

16. Bardin L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70; 1977.

17. Minayo MCS. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. São Paulo: Hucitec; 1992.

18. Payayá FGQ. O pardo como problemática na sociedade baiana e a classificação do IBGE em “cor e raça”. In: Encontro Internacional História & Parcerias; 3.; 2021; Rio de Janeiro. Anais. Rio de Janeiro: UFRRJ; 2021. Disponível em: https://www.historiaeparcerias.rj.anpuh.org/resources/anais/19/hep2021/1632526567_ARQUIVO_34e8559ddaf4adc7839cdf8bea2241f0.pdf. Acesso em: 23 mai 2022.

19. Dale R, Jesser A, Pieh C, et al. Mental health burden of high school students, and suggestions for psychosocial support, 1.5 years into the COVID-19 pandemic in Austria. Eur Child Adolesc Psychiatry. 2023;32:1015-1024.

20. Rios AM. Ser negra e negro em Fortaleza/Ceará: uma análise interdisciplinar sobre desigualdade sociorracial e sociobiodiversidade [dissertação/tese]. 2019.

21. Ratts A. A diferença negra e indígena no território: observações acerca de Fortaleza e do Ceará. Geosaberes. 2016;7(12):3-16.

22. Madeira Z, Gomes DDO. Persistentes desigualdades raciais e resistências negras no Brasil contemporâneo. Serv Soc Soc. 2018;:463-479.

23. Madeira MZA. Resistência negra: por um Ceará sem racismo. A pardalização se destaca na autoafirmação dos cearenses e apresenta o pardo como coringa para a indefinição. Jornal O Povo. 2017. Disponível em: https://www.opovo.com.br/jornal/opiniao/2017/11/zelma-madeira-resistencia-negra-por-um-ceara-sem-racismo.html. Acesso em: 11 jan 2024.

24. Fundação Oswaldo Cruz. Pesquisa analisa o perfil do comportamento suicida entre jovens. Rio de Janeiro; 2021. Disponível em: https://portal.fiocruz.br/noticia/pesquisa-analisa-o-perfil-do-comportamento-suicida-entre-jovens.

25. Carvalho KN, Zanin L, Flório FM. Percepção de escolares e enfermeiros quanto às práticas educativas do Programa Saúde na Escola. Rev Bras Med Fam Comunidade. 2020;15(42):2325.

26. Viana JA, Silva RB, Araújo AMV, Cresciulo CMS, Euclides IN, Weiler RME, et al. Adolescentes escolares e o Programa Saúde na Escola: uma revisão integrativa. Res Soc Dev. 2022;11(5):e11511528086.

Downloads

Publicado

15/02/2026

Como Citar

Santos Barbosa, A. L., & Duarte Maia Barakat, R. (2026). O PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA E AS JUVENTUDES: UM ESTUDO SOBRE A PERCEPÇÃO DOS JOVENS ESTUDANTES. RECIMA21 - Revista Científica Multidisciplinar - ISSN 2675-6218, 7(2), e727277. https://doi.org/10.47820/recima21.v7i2.7277