MANEJO DA INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA PELA ENFERMAGEM EM UPA: PRÁTICAS, DESAFIOS E CUIDADO HUMANIZADO
Resumo
A insuficiência respiratória (IR) configura-se como uma síndrome de alta gravidade e uma das principais causas de admissão em unidades críticas, demandando intervenções ágeis e qualificadas da enfermagem para otimizar desfechos. Este estudo qualitativo, exploratório-descritivo, analisou as práticas de enfermagem no manejo da IR em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no interior do Ceará, Brasil, em 2025. Participaram oito enfermeiros com experiência consolidada, entrevistados por meio de roteiro semiestruturado, sendo os dados submetidos à análise de conteúdo segundo Bardin (2011). Os resultados revelaram seis categorias: práticas imediatas (monitorização e oxigenoterapia), identificação precoce, monitoramento contínuo, intervenções terapêuticas (posicionamento, aspiração e suporte não invasivo), desafios estruturais (sobrecarga e escassez de recursos) e atendimento humanizado (empatia e comunicação). As práticas técnicas alinharam-se às evidências científicas; contudo, limitações sistêmicas comprometem a segurança assistencial. Conclui-se pela necessidade de capacitação contínua, adoção de protocolos padronizados e implementação de políticas de fortalecimento das equipes, a fim de assegurar assistência segura e integral em contextos de urgência.
Biografia do Autor
Docente do Centro Universitário Multiversa do Jaguaribe (UNIJAGUARIBE), Aracati-CE, Brasil.
Docente do Centro Universitário Multiversa do Jaguaribe (UNIJAGUARIBE), Aracati-CE, Brasil.
Docente do Centro Universitário Multiversa do Jaguaribe (UNIJAGUARIBE), Aracati-CE, Brasil.
Docente do Centro Universitário Multiversa do Jaguaribe (UNIJAGUARIBE), Aracati-CE, Brasil.
Enfermeira formada pelo Centro Universitário Multiversa do Jaguaribe (UNIJAGUARIBE), Aracati-CE, Brasil.
Docente de Medicina da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), Redenção-CE, Brasil.
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