¿QUÉ SEPARA A LOS HOMBRES DE LOS NIÑOS?: MASCULINIDADES NEGRAS, RAP NACIONAL Y DIÁLOGOS CON LOS FEMINISMOS NEGROS

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.47820/recima21.v7i1.7185

Palabras clave:

Masculinidad negra. Feminismo negro. Rap. Vivencia. Psicología.

Resumen

Este artículo es un ensayo reflexivo centrado en las masculinidades negras en hombres negros de piel clara, a partir de dos obras musicales del rapero Sant, “¿Qué separa a los hombres de los niños?” y “Necesidades negras”. El objetivo es analizar cómo se construye la vivencia de los hombres negros y la configuración de sus masculinidades, especialmente a través de los entrecruzamientos de raza y género. Para ello, se adoptan los aportes teóricos de Frantz Fanon y de intelectuales de los feminismos negros, como bell hooks, Conceição Evaristo y Patricia Hill Collins, con el fin de analizar las letras del rapero y las formas en que se constituye y narra la identidad negra en sus canciones. Desde esta perspectiva, el rap se comprende como un instrumento potente para expresar experiencias de opresión, injusticia y exclusión social, así como para amplificar voces que con frecuencia son silenciadas, ignoradas o marginadas. En este sentido, el rap se presenta como una vía crítica para pensar y repensar la masculinidad negra, ofreciendo una línea de fuga y de sanación más allá del modelo del gangsta-boy. Tal como lo evidencia la obra de Sant, este modelo hegemónico no constituye un camino de cura para el alma de la juventud negra, lo que exige la creación de nuevas rutas de subjetivación y cuidado.

Descargas

Los datos de descarga aún no están disponibles.

Biografía del autor/a

  • Késia Alves de Souza Silva, UNESP

    Graduada em Psicologia pela Universidade Estadual Paulista (UNESP).

  • Paulo Vitor Palma Navasconi, UNESP

    Doutor em Psicologia. Docente da Universidade Estadual Paulista (UNESP). 

Referencias

BASTOS, Janaína Ribeiro Bueno. O lado branco do racismo: a gênese da identidade branca e a branquitude. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), v. 8, n. 19, p. 211-231, 2016. Disponível em: https://abpnrevista.org.br/site/article/view/33 Acesso em: 10 de dez. 2025.

BOLA, J. J. Seja homem: a masculinidade desmascarada. Porto Alegre: Dublinense, 2020.

CAMARGOS, Roberto. Rap e política: percepções da vida social brasileira. São Paulo: Boitempo, 2015.

CÉSAIRE, Aimé. Discurso sobre o colonialismo. São Paulo: Veneta, 2020.

COLLINS, Patricia Hill. Black feminist thought: knowledge, consciousness and the politics of empowerment. New York: Routledge, 2009.

COLLINS, Patricia Hill. Pensamento feminista negro: conhecimento, consciência e a política do empoderamento. São Paulo: Boitempo, 2019.

CONNELL, Robert W. The men and the boys. Berkeley: University of California Press, 2000.

CONRADO, Monica; RIBEIRO, Alan Augusto Moraes. Homem negro, negro homem: masculinidades e feminismo negro em debate. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 25, n. 1, p. 422, jan./abr. 2017. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ref/a/vsHz8PqZKCNyFcV8CNQ7Cfv/?format=pdf&lang=pt Acesso em: 10 dez. 2025. DOI: https://doi.org/10.1590/1806-9584.2017v25n1p73

DA SILVA, Inara Lopes; DE SOUZA SILVA, David; PEREIRA, Marcos Paulo Torres. A identidade narrativa no álbum Sobrevivendo no inferno, de Racionais MC’s. ANTARES: Letras e Humanidades, v. 15, n. 35, 2023.Disponível em: https://sou.ucs.br/etc/revistas/index.php/antares/article/view/10963 Acesso em: 14 dez. 2025. DOI: https://doi.org/10.18226/19844921.v15.n35.16

DE OLIVEIRA BARRETO, Aldeir. A masculinidade negra discutida a partir da perspectiva do feminismo negro. História em Debate, v. 4, n. 1, 2021. Disponível em: https://portaleventos.uffs.edu.br/index.php/HD/article/view/16080 Acesso em: 14 dez. 2025.

DO NASCIMENTO, Yago José Eloi; DE MESQUITA SILVA, Luciana. Masculinidade negra, paternidade e afetividade na literatura infantil: O menino Nito, de Sônia Rosa. ANTARES: Letras e Humanidades, v. 12, n. 26, p. 207-227, 2020. Disponível em: https://sou.ucs.br/etc/revistas/index.php/antares/article/view/8702 Acesso em: 14 dez. 2025. DOI: https://doi.org/10.18226/19844921.v12.n26.11

DU BOIS, W. E. B. As almas do povo negro. Tradução: Alexandre Boide. São Paulo: Veneta, 2021.

EMICIDA. A rua é nóis. 2013. Disponível em: https://www.letras.mus.br/emicida/1700685/. Acesso em: 11 out. 2024.

EVARISTO, Conceição et al. A escrevivência e seus subtextos. In: ______. Escrevivência: a escrita de nós – reflexões sobre a obra de Conceição Evaristo. [S. l.: s. n.], 2020. v. 1, p. 26-46.

FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. Tradução de Renato da Silveira. Salvador: EDUFBA, 2008.

FAUSTINO, Deivison Mendes. Frantz Fanon e as encruzilhadas: teoria, política e subjetividade. São Paulo: Ubu, 2022.

FAUSTINO, Deivison Mendes. O pênis sem o falo: algumas reflexões sobre homens negros, masculinidades e racismo. In: BLAY, Eva Alterman (org.). Feminismos e masculinidades: novos caminhos para enfrentar a violência contra a mulher. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2014.

FAUSTINO, Deivison Mendes; DE OLIVEIRA, Maria Clara. Frantz Fanon e as máscaras brancas da saúde mental: subsídios para uma abordagem psicossocial. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), v. 12, n. esp., p. 6-26, 2020. Disponível em: https://abpnrevista.org.br/site/article/view/1110 Acesso em: 10 de dez. 2025. DOI: https://doi.org/10.31418/2177-2770.2020.v12.c3.p06-26

FERNANDES, Joseli Aparecida; PEREIRA, Cilene Margarete. Do griot ao rapper: narrativas da comunidade. Revista da Universidade Vale do Rio Verde, v. 15, n. 2, p. 620-632, 2017. Disponível em: https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/terraroxa/article/view/52694 Acesso em: 11 de dez. 2025.

HOOKS, Bell. A gente é da hora: homens negros e masculinidades. São Paulo: Elefante, 2022.

HOOKS, Bell. Olhares negros: raça e representação. Tradução: Stephanie Borges. São Paulo: Elefante, 2019.

HOOKS, Bell. Vivendo de amor. Geledés, 2010. Disponível em: https://www.geledes.org.br/vivendo-de-amor/ Acesso em 12 de dez. 2025.

HOOKS, Bell. We real cool: black men and masculinity. New York: Routledge, 2004. DOI: https://doi.org/10.4324/9780203642207

KILOMBA, Grada. Fanon, existência, ausência. In: FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. São Paulo: Ubu, 2020. Prefácio.

MBEMBE, Achille. Crítica da razão negra. Tradução: Marta Lança. Lisboa: Antígona, 2014.

MBEMBE, Achille. Necropolítica: biopoder, soberania, estado de exceção, política da morte. São Paulo: N-1 Edições, 2018.

MBEMBE, Achille. Políticas da inimizade. Tradução: Marta Lança. Lisboa: Antígona, 2017.

NAVASCONI, Paulo Vitor Palma; NAVASCONI, Palma. Suicídio e Masculinidades: Reflexões sobre a dialética da vida e morte de homens negros. Revista Brasileira de Estudos da Homocultura, [S. l.], v. 5, n. 16, p. 97–122, 2022. DOI: https://doi.org/10.31560/2595-3206.2022.16.13645

OLIVEIRA, Yan Gabriel da Conceição. A arte de Emicida e a reescritura da história brasileira: uma análise decolonial de AmarElo. 2022. 127 f. Dissertação (Mestrado em Comunicação) – Universidade Federal de Ouro Preto, Mariana, 2022.

PINHO, Osmundo Araújo. Qual é a identidade do homem negro? Democracia Viva, jun./jul. 2004.

RACIONAIS MC’S. Sobrevivendo no inferno. São Paulo: Cosa Nostra Fonográfica, 1997. Álbum de música.

RIGHI, Volnei José. Ritmo e poesia: construção identitária do negro no imaginário do rap brasileiro. 2012. Tese (Doutorado em Teoria Literária e Literaturas) – Universidade de Brasília, Brasília, 2012.

ROSA, Waldermir. Homem preto do gueto: um estudo sobre a masculinidade no rap brasileiro. 2006. Dissertação (Mestrado em Antropologia) – Universidade de Brasília, Brasília, 2006.

SANT. Necessidades pretas. Rio de Janeiro: LP Beatzz, 2018. Letra. Disponível em: https://www.letras.mus.br/sant/necessidades-pretas/. Acesso em: 11 ago. 2024.

SANT. O que separa os homens dos meninos. New York: Bass Trap Studio, 2015. Letra. Disponível em: https://www.letras.com/sant/o-que-separa-os-homens-dos-meninos/. Acesso em: 11 ago. 2024.

SANTOS, Eliana Cristina Pereira; SANTANA, Janaína de Jesus Lopes. O rap é preto: narrativas e discursos que nos expressam. RELACult – Revista Latino-Americana de Estudos em Cultura e Sociedade, v. 7, n. 1, 2021. Disponível em: https://periodicos.claec.org/index.php/relacult/article/view/2078 Acesso em: 10 dez. 2025. DOI: https://doi.org/10.23899/relacult.v7i1.2078

SANTOS, Gislene Aparecida dos. A invenção do “ser negro”: um percurso das ideias que naturalizaram a inferioridade dos negros. São Paulo: Ed. Unesp; Rio de Janeiro: Pallas, 2002.

SILVA, Marcus Vinicius Silva Santiago. Masculinidades negras: o encontro do mito viril com o mito negro. 2022. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Psicologia) – Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Santo Antônio de Jesus, 2022.

SOUZA, Neusa Santos. Tornar-se negro: as vicissitudes da identidade do negro brasileiro em ascensão social. Rio de Janeiro: Zahar, 2021.

VEIGA, Lucas. Clínica do impossível: linhas de fuga e de cura. São Paulo: Telha, 2021.

Publicado

25/01/2026

Cómo citar

Alves de Souza Silva, K., & Navasconi, P. V. P. (2026). ¿QUÉ SEPARA A LOS HOMBRES DE LOS NIÑOS?: MASCULINIDADES NEGRAS, RAP NACIONAL Y DIÁLOGOS CON LOS FEMINISMOS NEGROS. RECIMA21 - Revista Científica Multidisciplinar - ISSN 2675-6218, 7(1), e717185. https://doi.org/10.47820/recima21.v7i1.7185