ADHESIÓN AL TRATAMIENTO DE LA HIPERTENSIÓN ARTERIAL SISTÉMICA EN LA ATENCIÓN PRIMARIA DE SALUD: REVISIÓN INTEGRATIVA DE LA LITERATURA
Resumen
La hipertensión arterial sistémica es una condición crónica de alta prevalencia y gran impacto en la salud pública, asociada a elevada morbimortalidad cardiovascular, cuya evolución está fuertemente relacionada con la adhesión al tratamiento. Considerando el papel estratégico de la Atención Primaria de Salud en el manejo de la hipertensión, este estudio tuvo como objetivo identificar y analizar las evidencias disponibles sobre las prácticas adoptadas en la Atención Primaria de Salud dirigidas a la promoción de la adherencia terapéutica en adultos hipertensos. Se realizó una revisión integrativa de la literatura en bases de datos nacionales e internacionales (PubMed, SciELO, LILACS y BVS), incluyendo estudios publicados entre 2006 y 2025 que abordaran intervenciones educativas, farmacológicas, organizacionales, multiprofesionales y tecnológicas orientadas a la adhesión y al control de la presión arterial. Se incluyeron 25 estudios, que evidenciaron la efectividad de estrategias como educación en salud contextualizada, consultas de enfermería estructuradas, acompañamiento multiprofesional, visitas domiciliarias, uso de recordatorios y herramientas digitales, participación de la familia y adopción de protocolos clínicos estandarizados. Sin embargo, persisten importantes barreras, entre ellas bajo nivel de alfabetización en salud, limitaciones económicas, polifarmacia, efectos adversos de los medicamentos, fragilidades en la organización de los servicios y dificultades de acceso y vínculo. Se concluye que la adherencia al tratamiento de la hipertensión arterial sistémica es un fenómeno multifactorial que requiere abordajes integrados, centrados en la persona y articulados con políticas públicas que enfrenten las inequidades sociales, además del fortalecimiento de investigaciones multicéntricas y de largo plazo en diferentes contextos territoriales.
Biografía del autor/a
Estudiante de Medicina, Instituto Latinoamericano de Ciencias de la Vida y de la Naturaleza, Universidad Federal de la Integración Latinoamericana, Foz do Iguaçu – PR, Brasil.
Doctor en Biología Funcional y Molecular, en el área de Fisiología Humana, por la Universidad Estadual de Campinas (UNICAMP). Licenciado en Biología por la UNIOESTE. Docente del curso de Medicina en el Instituto Latinoamericano de Ciencias de la Vida y de la Naturaleza, Universidad Federal de la Integración Latinoamericana, Foz do Iguaçu – PR, Brasil.
Doctora en Genética, Conservación y Biología Evolutiva por el Instituto Nacional de Investigaciones de la Amazonía (INPA). Licenciada en Biología por la UEPG. Docente del curso de Medicina en el Instituto Latinoamericano de Ciencias de la Vida y de la Naturaleza, Universidad Federal de la Integración Latinoamericana, Foz do Iguaçu – PR, Brasil.
Doctora en Genética, Conservación y Biología Evolutiva por el Instituto Nacional de Investigaciones de la Amazonía (INPA). Licenciada en Biología por la UEPG. Docente del curso de Medicina en el Instituto Latinoamericano de Ciencias de la Vida y de la Naturaleza, Universidad Federal de la Integración Latinoamericana, Foz do Iguaçu – PR, Brasil.
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